O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), derrotado na disputa pelo governo do Ceará, afirmou que se sente “roubado” e anunciou que pretende contestar judicialmente a eleição que reelegeu Elmano de Freitas (PT).
A manifestação, publicada no X nesta terça-feira, 6, provocou reação do coordenador da campanha do governador, Chagas Vieira (PDT), que acusou o tucano de insultar a democracia e desrespeitar os eleitores.
Em documento intitulado “Manifesto ao povo cearense”, Ciro disse que não cumprimentou Elmano e atribuiu a derrota à estrutura política dos adversários e a decisões judiciais.
“Meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados”, escreveu. O ex-ministro afirmou ter concordado, após consulta à equipe jurídica da campanha, com a apresentação de uma reclamação à Justiça.
Ciro concentrou suas críticas no ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a reposição de propaganda da campanha de Elmano nos dias anteriores à votação. Elmano venceu no primeiro turno com 53,19% dos votos válidos, contra 46,22% de Ciro.
Em resposta, Chagas classificou a postura do adversário como antidemocrática e afirmou que a medida judicial apenas compensou tempo de propaganda retirado da candidatura governista, sem conceder tempo extra. O coordenador também sustentou que Ciro tenta se apresentar como vítima da Justiça apesar de ter perdido uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por unanimidade.
“Quando questiona o resultado eleitoral, Ciro insulta a democracia e desrespeita o povo”, declarou Chagas, ex-secretário da Casa Civil do Ceará e primeiro suplente da senadora eleita Luizianne Lins (Rede).