Nova linha do Metrô vai ligar Diadema à zona leste de SP com previsão de funcionar em 2037

O Metrô abriu um processo de licitação para contratação do anteprojeto e do EIA/RIMA (estudo de impacto ambiental) da futura linha 21-vinho, que deverá ligar Diadema, na Grande São Paulo, à região de Aricanduva e do Parque do Carmo, na zona leste paulistana.

Com cerca de 23 km de extensão e 21 estações, a expectativa é que 740 mil passageiros usem o futuro ramal. A linha poderá levar de 10 a 11 anos para ficar pronta e tem custo estimado em R$ 35 bilhões, valor que poderá ser alterado a partir da conclusão dos estudos.

O número de estações e suas localizações podem mudar com o resultado dos estudos de viabilidade e ambiental.

O traçado, que será definido a partir dos estudos do anteprojeto, passará por São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, no ABC, assim como Diadema, e deverá cruzar as rodovias dos Imigrantes e Anchieta.

De acordo com o Metrô, o tempo de deslocamento entre Diadema e São Caetano do Sul deverá cair de 40 minutos para 17 minutos.

Em outro cálculo, o deslocamento entre Diadema e a região do Itaim Bibi, entre as zonas oeste e sul da capital paulista, passará de aproximadamente uma hora e meia para 30 minutos -o novo ramal vai fazer conexão com a futura linha 20-rosa, com obras previstas para começarem em 2028 e que ligará a lapa, na zona oeste, a Santo André, no ABC.

Também terá conexões com o BRT do ABC (ônibus rápido) -atualmente em obras- linha 15-prata (monotrilho), linha 10-turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e com as futuras linhas 16-violeta (do metrô, que ligará Pinheiros, na zona oeste, à zona leste) e 14-ônix (que se sair do papel levará passageiros da zona leste a Guarulhos, na região metropolitana).

Estão em obras atualmente as expansõeo do metrô para cidades da região metropolitana, da linha 2-verde (Guarulhos) e 4-amarela (Taboão da Serra).

Conforme o Metrô, esses projetos buscam resolver a dificuldade de deslocamentos diretos entre regiões periféricas e reduzir a dependência de viagens que passam pelo centro.

Com a linha 21, a companhia espera aliviar a sobrecarga das linhas 1-azul e 2-verde e melhorar a distribuição de passageiros na rede.

Luiz Antonio Cortez Ferreira, gerente de planejamento e meio ambiente do Metrô, explica que a necessidade de se investir em soluções para deslocamentos do centro para regiões periféricas ou municípios vizinhos ficou mais evidente com a pandemia.

De acordo com o gerente, a pesquisa Origem e Destino do Metro, de 2023, apontou mudanças importantes nos hábitos de viagem no transporte coletivo, que não recuperou a demanda.

“O Metrô começou [na década de 1970] a rede radial, levando passageiros para o centro, que ainda tem a grande concentração de empregos da região metropolitana, mas o crescimento da metrópole levou a expansão da periferia, por isso, o avanço de projetos como esse é um marco”, diz Ferreira, em entrevista à Folha de S.Paulo.

A expectativa é que a licitação para contratação do anteprojeto e do estudo de impacto ambiental saia até o fim de 2026. São esperados dois anos para conclusão dessa fase, quando já se faz sondagens.
Depois serão mais dois para realização do projeto básico e de cinco a seis anos de obras, ou seja, com possibilidade de inauguração até 2037.

“O cronograma ainda será definido conforme o avanço dos estudos”, diz o Metrô. A obra deverá ser feita com três ou quatro tuneladoras (tatuzões) nas escavações.

O modelo de financiamento, ou seja, se a obra será pública ou por meio de PPA (parceria público-privada), irá ocorrer nas próximas fases, com base nos estudos técnicos e ambientais.

“Mas ainda é muito cedo para falar do custo da obra”, diz Ferreira, que estima em R$ 3,8 bilhões ao ano em benefícios sociais para usuários, valor calculado a partir de empregos gerados e redução de tempo nos deslocamentos. “A construção da linha vai se pagar em dez anos.”

T CSM
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
plugins premium WordPress