08/01/2026

O recém-empossado presidente do Equador está considerando a utilização de três embarcações como instalações de detenção no mar.

Novo presidente do Equador avalia 3 barcos para servir como prisão no mar - (crédito: Reprodução/Rodrigo BUENDIA / AFP)

Os “navios prisionais” podem chegar ao Equador em até oito meses, e ainda não foi divulgado um plano concreto sobre o assunto.

O presidente recém-eleito do Equador, Daniel Noboa, anunciou na quarta-feira (6/12) que está avaliando três embarcações que atendem às condições para servir como navios prisionais, uma das propostas de sua campanha para reduzir a violência no sistema carcerário. Noboa mencionou que as opções estão localizadas na Austrália, no Reino Unido e nos Estados Unidos. A chegada desses “navios prisionais” ao Equador pode ocorrer em até oito meses, conforme afirmou o presidente, mas não foram revelados planos concretos sobre o assunto.

O novo governo busca implementar uma medida provisória para separar presos perigosos de suas facções criminosas, com o objetivo de reduzir a violência no sistema penitenciário. Daniel Noboa destacou que essas embarcações serviriam para isolar presos considerados ameaças reais à segurança pública até a conclusão da construção de prisões de segurança máxima e supermáxima, sem fornecer detalhes específicos sobre esse processo.

Quando questionado sobre a possível construção de megaprisões, o presidente mencionou a cooperação israelense no desenho dessas instalações, indicando que estão trabalhando com os mesmos projetistas e a mesma empresa que assessoraram El Salvador nesse contexto. Ele ressaltou que esse modelo já foi aplicado no México, Tailândia e Singapura.

Além disso, Noboa enfrenta o desafio de lidar com o aumento da violência relacionada ao narcotráfico e enfrentar facções criminosas envolvidas em sequestros, extorsões e assassinatos. Sobre o tema, revelou ter recebido um “pedido de acordo de paz” de uma dessas facções, sem fornecer mais detalhes. Especialistas preveem que o Equador encerrará 2024 com uma taxa de homicídios de 40 a cada 100.000 habitantes, refletindo a crescente onda de violência que se intensificou nos últimos anos no país.

Tribuna Livre, com informações da AFP

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