O relatório médico do falecido “patriota” na Penitenciária da Papuda indicava a iminência de perigo de vida.

Clezão do Ramalho, como era conhecido, faleceu nesta segunda-feira (20/11) devido a um infarto fulminante enquanto desfrutava do banho de sol no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda

Um dos documentos utilizados pela defesa do “patriota” para evidenciar a gravidade de sua condição médica foi o laudo de julho deste ano.

O laudo médico de Cleriston Pereira da Cunha, de 46 anos, indicava um risco de morte caso permanecesse detido, dada a gravidade de seu quadro clínico. Emitido em julho deste ano, o documento foi utilizado pela defesa do “patriota” para ressaltar a seriedade de sua condição de saúde.

Clezão do Ramalho, como era conhecido, faleceu nesta segunda-feira (20/11) devido a um infarto fulminante enquanto desfrutava do banho de sol no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda.

O laudo médico detalhava um quadro de vasculite, uma inflamação nos vasos sanguíneos, afetando vários órgãos. Cleriston passou 33 dias internado em 2022 após contrair a Covid-19, desenvolvendo uma série de comorbidades, conforme relatado pela família.

Jane Duarte, viúva de Cleriston, destacou que solicitava ajuda para seu marido enquanto ele estava sob custódia, levando os medicamentos e alertando sobre seu estado de saúde. Ela expressou sua frustração, mencionando ter fornecido atestados médicos e laudos, mas suas preocupações não foram atendidas.

Cleriston tomava nove medicamentos diariamente, e Jane frequentemente levava os remédios para garantir que ele tivesse acesso ao tratamento. O casal, que estava junto há 25 anos, mantinha uma loja em Vicente Pires, onde residiam há dois anos.

As autoridades estão investigando a causa da morte, e a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) confirmou o óbito, destacando que uma equipe de saúde tentou reanimá-lo até a chegada do Samu e dos bombeiros.

Clezão do Ramalho era conhecido por participar dos atos antidemocráticos de janeiro deste ano, sendo um dos invasores do Supremo Tribunal Federal (STF), Palácio do Planalto e Congresso Nacional. Sua prisão foi registrada em 9 de janeiro, e as circunstâncias exatas de sua morte estão sendo investigadas pelas autoridades.

Tribuna Livre, com informações da Seap

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