Pesca esportiva, lazer e conscientização ambiental marcam fim de semana na Concha Acústica

O Lago Paranoá voltou a ser protagonista de um dos principais eventos voltados à pesca esportiva sustentável do Distrito Federal. Realizado na Orla da Concha Acústica, o Campeonato de Pesca do Distrito Federal 2026 reuniu competidores, visitantes, famílias e expositores em uma programação que integrou esporte, educação ambiental, turismo e lazer.

Durante os três dias de evento, a área recebeu competições de pesca esportiva, feira temática, palestras, atividades educativas, atrações culturais, espaço gastronômico e ações de conscientização ambiental. A iniciativa foi promovida pelo Instituto Tecnológico e Cultural Brasileiro (ITCB), com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA-DF).

Além da disputa esportiva, a proposta foi transformar a orla em um espaço de convivência para toda a família. Segundo o presidente do ITCB, Leonardo Rodrigues, o campeonato foi pensado para ampliar o acesso da população ao Lago Paranoá e mostrar que a pesca esportiva pode caminhar lado a lado com o lazer e a preservação ambiental.

“A ideia sempre foi ir além da competição. Queríamos trazer as famílias, as crianças, criar um ambiente onde as pessoas pudessem passear, conhecer a feira, aproveitar os estandes e descobrir novas formas de ocupar esse espaço da cidade. É um evento para os pescadores, mas também para quem busca um programa diferente no fim de semana”, afirmou.

A adesão dos participantes confirmou o interesse crescente pela modalidade. De acordo com a organização, todas as vagas foram preenchidas poucos minutos após a abertura das inscrições. Ao todo, 400 pescadores participaram da competição nas modalidades barranco, caiaque e embarcado.

Segundo o subsecretário de Pesca e Aquicultura do Distrito Federal, Edson de Souza, a modalidade de barranco foi um dos diferenciais do campeonato por permitir a participação de pessoas que não possuem embarcação ou caiaque. “É uma modalidade inclusiva. Em muitos torneios ela sequer existe, mas aqui entendemos que a pesca precisa ser acessível. Qualquer pessoa pode participar, inclusive crianças acompanhadas dos pais, vivenciando essa experiência às margens do lago”, contou Edson.

Todas as disputas seguiram o sistema de captura e soltura. Os pescadores utilizaram exclusivamente iscas artificiais e precisaram registrar em vídeo a medição e a devolução dos peixes ao habitat natural. O modelo tem como objetivo incentivar a prática esportiva sem impactos à fauna aquática e reforçar a preservação do Lago Paranoá.

Além das competições, o evento promoveu ações de educação ambiental e um mutirão de limpeza nas margens do lago. Garrafas plásticas, latas, objetos metálicos e outros resíduos foram recolhidos durante a programação. Para Edson, o campeonato também cumpre um papel importante na conscientização dos frequentadores sobre a importância da preservação dos recursos hídricos.

“Não estamos falando apenas de pesca. Estamos falando de educação ambiental, turismo, geração de renda e valorização de um patrimônio natural que pertence a todos os moradores do Distrito Federal. O Lago Paranoá tem um potencial enorme e eventos como esse ajudam a aproximar a população desse espaço”, destacou o subsecretário.

Entre os competidores, o sentimento predominante foi de valorização da pesca esportiva como atividade de lazer e turismo. A pescadora Luciana Matos, de 44 anos, pratica o esporte há 17 anos, participou da modalidade de caiaque e acredita que eventos desse porte ajudam a colocar Brasília no mapa nacional da pesca esportiva.

“Muita gente ainda não sabe que existe pesca esportiva no Lago Paranoá. Quando realizamos campeonatos como esse, mostramos que Brasília tem potencial para receber pescadores de todo o país. Isso movimenta o turismo, fortalece o comércio especializado e atrai investimentos para o setor”, avaliou Luciana.

Na modalidade de barranco, o campeão foi Wilson Barbosa de Carvalho, que somou 151 centímetros na soma dos cinco maiores tucunarés capturados. A segunda colocação ficou com Daniel Ribeiro da Rocha, com 90 centímetros, seguido por Jerffeson Cirqueira Graça, que alcançou 85 centímetros. Completaram o ranking dos cinco melhores Pedro Henrique Pascoal de Oliveira, com 77,5 centímetros, e Quislei Pascoal Oliveira, com 51,5 centímetros.

Na disputa de caiaque, o título ficou com Luciano Cassiano, que registrou 193 centímetros na soma dos peixes válidos. A diferença para o segundo colocado foi apertada. Moisés Gomes Menezes da Silva terminou com 189 centímetros, enquanto Thiago Andrade garantiu a terceira posição com 187,5 centímetros. Euderi Santos Conceição Silva, com 185,5 centímetros, e Carlos Humberto Silva Marin, com 184,5 centímetros, completaram o pódio da categoria.

Já na modalidade embarcada, a equipe Primaiada Team conquistou o primeiro lugar ao alcançar 185,5 centímetros. O segundo lugar ficou com a equipe Campeões do Lago, que registrou 181,5 centímetros. Em seguida apareceram Marduque, com 180 centímetros; Tarpon Brazil/Preds Viva, com 179 centímetros; e João Paulo Vieira de França, que encerrou a competição na quinta colocação com 178,5 centímetros.

Ao reunir competidores, famílias e visitantes em torno do Lago Paranoá, o campeonato mostrou que a pesca esportiva vai além da competição. Diante da procura pelas vagas e da participação do público ao longo dos três dias de programação, os organizadores já planejam uma edição ainda maior em 2027, com o objetivo de ampliar as atividades e atrair cada vez mais pessoas para o universo da pesca esportiva sustentável.

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