12/01/2026

ONU estima 670 mortes em deslizamentos de terra em Papua-Nova Guiné

Yambali tinha quase 4.000 habitantes e era uma base comercial para pessoas que extraem ouro das montanhas da região - (crédito: BENJAMIN SIPA / INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR MIGRATION / AFP)

A localidade de Yambali, na encosta de uma colina na província da Enga, foi praticamente destruída por um enorme deslizamento de terra que, na madrugada de sexta-feira, sepultou dezenas de casas

A ONU teme que 670 pessoas morreram no grande deslizamento de terra que arrasou uma localidade de Papua-Nova Guiné durante a semana.

“Há uma estimativa de mais de 150 casas soterradas e de que 670 pessoas morreram”, afirmou Serhan Aktoprak, diretor da agência da ONU para as migrações com sede em Port Moresby, capital do país insular do sudoeste do Pacífico.

“A situação é terrível, a terra continua deslizando. A água desce e isto representa um grande risco para todos”, acrescentou Aktoprak.

A localidade de Yambali, na encosta de uma colina na província da Enga, foi praticamente destruída por um enorme deslizamento de terra que, na madrugada de sexta-feira, sepultou dezenas de casas e as pessoas que dormiam no momento da tragédia.

Yambali tinha quase 4.000 habitantes e era uma base comercial para pessoas que extraem ouro das montanhas da região.

Busca por sobreviventes

As equipes de emergência e os moradores desafiavam neste domingo as condições perigosas em uma busca desesperada por sobreviventes.

“As pessoas estão usando pedaços de pau de escavação, pás e grandes forcados agrícolas para retirar os corpos soterrados”, explicou Aktoprak.

Mais de 1.000 pessoas foram deslocadas pela catástrofe, acrescentou. As colheitas e as reservas de água foram quase completamente destruídas.

O deslizamento de grandes pedras, árvores arrancadas e terra, que em alguns pontos atingiu oito metros de profundidade, também matou o gado, segundo as equipes de emergência.

As operações de resgate foram ainda mais dificultadas pelos combates tribais registrados ao longo da única rota que leva à zona do desastre.

Aktoprak explicou que a violência tribal “não está relacionada com o deslizamento” e que as Forças Armadas do país fornecem “escoltas de segurança” para permitir a passagem segura dos comboios de ajuda.

Chuvas intensas e inundações

Imagens da região mostram os trabalhadores descalços removendo a terra com pás, enquanto outros procuravam entre pilhas de metal destruído, material utilizado como telhado nas casas.

Equipamentos pesados devem chegar nas próximas horas à região para acelerar as operações de busca.

O deslizamento de terra em larga escala afetou diversos vilarejos de Papua-Nova Guiné.

O país insular é cenário de fortes chuvas com frequência, mas este ano as tempestades e inundações estão ainda mais intensas.

Em março, ao menos 23 pessoas morreram em um deslizamento de terra.

Tribuna Livre, com informações da Agence France Presse

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