A Operação Formosa 2026 foi encerrada nesta quinta-feira (24), no Campo de Instrução de Formosa (CIF), em Goiás, após reunir meios e tropas da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira. Coordenado pelo Ministério da Defesa, o exercício teve como foco o adestramento conjunto e o aprimoramento da interoperabilidade entre as Forças Armadas.
Realizada desde 1988, a Operação Formosa envolve o deslocamento de tropas, equipamentos e sistemas militares de diferentes regiões do país para um ambiente operacional que permite atividades integradas de comando e controle, logística, coordenação de fogos, mobilidade e apoio ao combate. Nesta edição, o exercício mobilizou cerca de 2.900 militares brasileiros, 198 viaturas, 33 viaturas blindadas, oito aeronaves e 18 drones.
Também participaram tropas dos Estados Unidos, da França e do Paraguai, além de observadores militares da Argentina, Angola, Bolívia, Camarões, França, Itália, México e Paraguai. O encerramento das atividades foi marcado por uma Demonstração Operativa, que apresentou capacidades empregadas durante a operação e reuniu meios das três Forças Armadas em uma sequência de ações planejadas de forma integrada.
Entre as atividades realizadas estiveram a infiltração de uma Equipe Conjunta de Operações Especiais por Salto Livre Operacional, ações de reconhecimento com o emprego de aeronaves remotamente pilotadas e atiradores de precisão, além de assalto a um posto de comando simulado. Também foram demonstrados meios blindados da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, como as viaturas JLTV, Guarani e Piranha, bem como o emprego de uma Bateria Conjunta de Obuseiros 105 mm Light Gun, do Sistema Astros, de aeronaves A-29 Super Tucano e de helicópteros UH-15 Super Cougar.
A demonstração contemplou ainda uma simulação de lançamento aéreo de suprimentos por aeronave KC-390 Millennium, representando ações de apoio logístico às tropas em operação. Durante o exercício, foram executados procedimentos de coordenação entre as forças participantes, incluindo medidas de identificação, coordenação do espaço aéreo e integração dos apoios de fogo.
O Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, Almirante de Esquadra Paulo César Bittencourt Ferreira, destacou a evolução do modelo de emprego conjunto nos exercícios militares. Segundo ele, a pasta escolhe exercícios tradicionais de cada Força — como a Formosa, da Marinha, a Perseu, do Exército, e a Tínia, da Força Aérea — para transformá-los em operações conjuntas.
Pela primeira vez, a Operação Formosa contou com a realização da Exposição de Defesa Expedicionária de Formosa, realizada entre os dias 21 e 24 de setembro. O evento reuniu 22 estandes de empresas da Base Industrial de Defesa (BID), que apresentaram produtos, sistemas, equipamentos e tecnologias empregados pelas Forças Armadas.
A secretária-geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, ressaltou a participação da indústria nacional durante a exposição e também destacou a presença feminina nas atividades da Operação Formosa, incluindo integrantes do Serviço Militar Inicial Feminino.
Localizado a cerca de 80 quilômetros de Brasília, o Campo de Instrução de Formosa possui área superior a 100 mil hectares destinada à realização de exercícios militares. O espaço permite a execução de atividades com munição real, emprego de blindados, sistemas de artilharia, aeronaves, drones e meios de apoio ao combate, oferecendo condições para o treinamento integrado das Forças Armadas.