Os preços do petróleo fecharam em alta, nesta segunda-feira (11), impulsionados pela recusa dos Estados Unidos à contraproposta do Irã para um cessar-fogo duradouro.
O preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em julho, subiu 2,88%, a 104,21 dólares.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em junho, subiu 2,78%, a 98,07 dólares.
“O bloqueio das negociações agravará a disrupção no abastecimento regional”, advertiram os analistas do Eurasia Group.
Após mais de um mês de trégua na guerra, a via diplomática entre Washington e Teerã avança aos tropeços. Através do Paquistão, país mediador, são enviadas propostas para consolidar o cessar-fogo, sem resultados conclusivos.
A resposta iraniana à última proposta americana “é para jogar no lixo”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, nesta segunda-feira.
Os especialistas do Eurasia destacaram que além de nenhum avanço decisivo ser vislumbrado, “o tráfego no Estreito de Ormuz está paralisado”.
Mesmo na hipótese de uma reabertura da via estratégica em meados de maio, passariam “de 45 a 50 dias” antes de haver um verdadeiro “alívio para o mercado”, o tempo necessário para a retomada da produção e a volta à normalidade do tráfego marítimo, avaliaram analistas do Société Générale.
Apesar deste fluxo de notícias pessimistas, os preços do petróleo podem permanecer estáveis nos níveis atuais em linhas gerais, segundo Natasha Kaneva, do JPMorgan.
Isto se explica porque “o reequilíbrio ocorreria mais por uma queda na demanda de produtos (refinados) que por um novo repique dos preços do petróleo”, explicou.
Em outras palavras, “o preço do petróleo poderia se estabilizar em torno dos 100 dólares”, mas os preços nos postos de gasolina ficarão muito mais elevados ou com uma gasolina mais difícil de encontrar, assinalou Kaneva.