O preço do petróleo voltou a subir nesta quinta-feira (9), mas sem a mesma intensidade de quarta-feira (8), apesar de EUA e Irã se atacarem pelo terceiro dia consecutivo.
O barril Brent, referência mundial, chegou a US$ 79,54, valorização de 1,91%, logo na abertura da sessão por volta das 21h (horário de Brasília) de quarta-feira, mas depois o preço se estabilizou por volta de US$ 78. Às 8h30, a cotação estava em US$ 78,69, uma variação positiva de 0,88%. No dia anterior, o preço chegou a superar US$ 80, mas fechou a US$ 78,02.
Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 74,18, alta de 0,9% em relação a quarta-feira.
O acirramento do conflito no Oriente Médio continuou nesta quinta, com novos ataques dos norte-americanos ao território iraniano, com o revide a bases em países-vizinhos aliados aos EUA. Entre os pontos atacados no Irã está a província de Bushehr, que abriga uma usina nuclear, de acordo com a agência estatal de notícias Mehr.
O ministério das Relações Exteriores do Irã destacou ainda que duas pontes que levam à cidade sagrada de Mashhad foram atacadas. No local está previsto o enterro do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, nesta quinta. Khamenei foi morto em um ataque aéreo dos EUA no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.
Os militares dos EUA, por sua vez, disseram que os ataques ao Irã têm como objetivo manter o estreito de Hormuz aberto após ataques a três navios-tanque na região que foram atribuídos ao Irã, na última terça-feira (7). No dia seguinte, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o acordo de cessar-fogo “acabou”.
Os iranianos responderam com ataques à infraestrutura militar dos EUA em estados vizinhos do Golfo, sendo registrados bombardeios no Kuwait, Qatar e Bahrein, de acordo com o exército do Irã.
“Os EUA ainda precisam aprender que intimidação e quebra de compromissos não vêm mais sem custo. Deixe-me ser claro: se vocês atacarem, serão atacados de volta”, afirmou o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, na rede social X.
Na quarta-feira, Trump declarou que a parte iraniana telefonou para ele porque queria alcançar um acordo. O presidente americano não revelou detalhes, mas colocou em dúvida um possível acordo ao afirmar que os iranianos estão “um pouco loucos”.