Por João Victor Rodrigues e Larissa Barros
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) contabilizou 10 ocorrências de crimes eleitorais durante o primeiro turno das eleições, neste domingo (4). O levantamento, atualizado até as 16h50, inclui sete registros de boca de urna, dois casos que permaneciam em investigação e uma prisão em flagrante por suspeita de compra de votos. A ocorrência que resultou em prisão foi registrada em Planaltina. O caso foi encaminhado para a Polícia Federal.
Segundo o comandante-geral da PMDF, coronel Rômulo Palmares, os policiais encontraram um homem com dinheiro enquanto ele aguardava para realizar uma negociação envolvendo compra de votos. O suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido para os procedimentos policiais. Já os casos de boca de urna foram formalizados por meio de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs). As ocorrências foram registradas em Brazlândia, Samambaia, Planaltina, São Sebastião e Ceilândia.
As duas situações ainda sem conclusão ocorreram em São Sebastião e Ceilândia. Conforme a corporação, não havia elementos suficientes para confirmar, até aquele momento, a ocorrência de crime eleitoral. O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu 42 chamados relacionados às eleições, mas a maioria não terminou em registro policial porque as equipes não encontraram irregularidades nos locais. Além dos crimes eleitorais, seis ocorrências de natureza comum foram registradas durante o domingo.
Entre os crimes comuns, houve registros de porte ilegal de arma em Sobradinho, cumprimento de mandado de prisão na Estrutural, brigas no trânsito e entre eleitores, embriaguez ao volante e ato obsceno em local de votação. Ao longo do dia, o serviço 190 recebeu aproximadamente 2 mil chamados, número bem inferior aos cerca de 10 mil registrados no primeiro turno de 2022, segundo Palmares. Após o encerramento da votação, a PM reforçou a segurança diante da possibilidade de manifestações, e a Praça dos Três Poderes permanecerá fechada até as 6h desta segunda-feira (5).
Menos chamados pelo 190
A PM também registrou uma redução expressiva no número de acionamentos pelo telefone 190 em comparação com o primeiro turno das eleições de 2022. Naquele ano, foram cerca de 10 mil chamados no dia da votação. Neste domingo, até o momento do balanço apresentado pelo coronel, foram aproximadamente 2 mil.
Palhares ressaltou que nem todas as chamadas estão relacionadas diretamente às eleições, mas avaliou que os números ajudam a dimensionar o impacto da presença policial durante o pleito. A operação contou com mais de 5 mil policiais militares empregados exclusivamente na segurança das eleições.
O efetivo foi reforçado pela incorporação de 1.213 novos policiais militares, que ingressaram na corporação em setembro. Mesmo com o emprego do efetivo nas eleições, a PMDF manteve o policiamento ordinário nas demais regiões do Distrito Federal, com mais de 1,5 mil policiais destinados à segurança cotidiana da cidade.
Tecnologia reforçou policiamento
Além do reforço no número de policiais, a operação utilizou recursos tecnológicos para acompanhar os pontos considerados mais sensíveis. A PMDF empregou mais de 20 drones no monitoramento de locais de votação e contou com o sistema D-360, que reúne mais de 14 mil câmeras espalhadas pelo Distrito Federal.
Um dos monitoramentos realizados por drone levou à prisão em flagrante de um suspeito de tráfico de drogas no sábado (3). A ocorrência não tinha relação com as eleições, mas aconteceu nas proximidades de um local de votação e foi identificada durante o acompanhamento da área.
O planejamento também incluiu áreas de grande circulação, como bares e distribuidoras. Segundo a PM, mesmo com o funcionamento desses estabelecimentos e a comercialização de bebidas alcoólicas, foi mantido um modelo específico de policiamento para evitar ocorrências relacionadas ao movimento nesses locais.