Por meio da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) executou nesta quinta-feira (15) três mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão. Essa ofensiva faz parte do inquérito que apura o roubo de 36 coletes de proteção balística, que pertencem ao Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). As ordens ocorreram em Santa Maria, São Sebastião, Riacho Fundo I, Recanto das Emas e nas cidades goianas Novo Gama e Águas Lindas.
A apuração começou em setembro de 2026, quando o Detran-DF comunicou à PCDF a falta dos materiais. A ausência só foi percebida após um inventário patrimonial ser realizado no depósito da Unidade de Operação e Logística (ULOG), localizado na Asa Norte, em Brasília.
Em razão da violação do patrimônio público, as forças de segurança começaram a focar nas vulnerabilidades do local de armazenamento, na remoção das peças e por fim a negociação do lote no mercado ilegal. Durante diligências prévias, os investigadores recuperaram sete dos 36 coletes.
Dois dos equipamentos foram apreendidos em setembro com terceiros em Santa Maria, um outro foi localizado em Luziânia (GO) e mais quatro encontrados no dia 2 de outubro em Vicente Pires. A ação recente contou com o apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE) da PCDF, no intuito de recuperar os 29 coletes que restavam. Também foram apreendidos celulares, mídias e documentos que contribuem para a elucidação dos fatos.
Em nota, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) comentou sobre o caso. “Desde que tomou conhecimento do furto dos 36 coletes balísticos pertencentes ao patrimônio público, o Detran tem acompanhado o caso e adotado as providências cabíveis para a devida apuração dos fatos”, explicou o órgão.
Eles ressaltaram o compromisso com as investigações e o trabalho em conjunto com a polícia. “O órgão ressalta que permanece colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação, respeitando o sigilo das diligências em andamento”, pontuou o Detran-DF.
Além de apoiar a PCDF, o departamento instaurou sua própria investigação interna. “Paralelamente, o Detran-DF instaurou apurações internas para esclarecer as circunstâncias da ocorrência, identificar eventuais responsabilidades e subsidiar a adoção das medidas administrativas cabíveis.”