TRÁGICA COINCIDÊNCIA
Investigação foi concluída e aponta que os três casos ocorreram de forma acidental. Segundo delegado, sequência de tragédias na mesma família foi uma coincidência
Carlos Júnior, Maria Fernanda e Carlos Antônio morreram na mesma semana (Foto: Reprodução)
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre as mortes da menina Maria Fernanda, de 2 anos, e de seus tios, Carlos Antônio Dorneles Roldão, de 59 anos, e Carlos Júnior Dorneles de Jesus, de 29 anos, e descartou qualquer relação entre os casos. Apesar de as vítimas serem da mesma família e de as mortes terem ocorrido em um curto intervalo de tempo em Doverlândia, na região Sudoeste de Goiás, os investigadores afirmam que os episódios aconteceram de forma independente e sem indícios de crime.
De acordo com o delegado Ramon Queiroz, responsável pelas apurações, a morte da criança foi classificada como afogamento acidental. A investigação não encontrou sinais de violência nem evidências da participação de terceiros. Segundo a Polícia Civil, Maria Fernanda ficou sozinha por alguns instantes, se afastou da família e acabou se perdendo.
A proximidade entre a morte da menina e a dos dois tios levantou suspeitas e gerou questionamentos entre moradores da região e familiares. No entanto, após a conclusão dos laudos periciais e das diligências, a polícia afirma que não há elementos que sustentem qualquer conexão entre os casos.
Tios morreram em reservatório de soro de leite
As investigações apontaram que Carlos Antônio e Carlos Júnior morreram após entrarem em um reservatório utilizado para armazenamento de soro de leite para fazer a limpeza do local. Conforme os levantamentos da Polícia Civil, o tanque acumulava gases tóxicos produzidos pela decomposição de resíduos orgânicos.
Segundo Ramon Queiroz, a concentração desses gases reduz significativamente a quantidade de oxigênio disponível no ambiente, criando uma situação de alto risco para quem entra no local. “A pessoa acredita que está respirando normalmente, mas não está, e acaba morrendo”, explicou.
Ainda de acordo com o delegado, acidentes semelhantes já foram registrados em tanques, silos e outros ambientes confinados. Nessas situações, a falta de oxigênio pode provocar desorientação, perda de consciência e morte em poucos minutos.
Casos encerrados
Com a conclusão dos exames periciais e das investigações, a Polícia Civil encerrou oficialmente os dois inquéritos. A corporação reforçou que não foram identificados indícios de homicídio, violência ou participação de terceiros em nenhuma das ocorrências.
Segundo o delegado, a sequência de mortes que abalou a mesma família em poucos dias foi resultado de uma “trágica coincidência”.