A explosão ocorrida no bairro Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, na segunda-feira (11), resultou em uma segunda morte confirmada nesta quinta-feira (14). Francisco Albino, morador local internado no Hospital Geral de Osasco, não resistiu aos ferimentos causados pelo incidente.
O evento foi provocado por obras realizadas pela Sabesp, que atingiram uma tubulação de gás, gerando um forte cheiro no bairro. Horas depois, a explosão afetou dezenas de casas. Outro homem, de 47 anos, morreu no local.
Até o final da noite de quarta-feira (13), equipes realizaram 112 vistorias em imóveis da região para avaliar danos e riscos. Desses, 86 foram liberados para os moradores, enquanto 27, com danos mais graves, foram interditados.
Na quarta-feira (13), o governador Tarcísio de Freitas visitou a área afetada. A privatização da Sabesp, maior companhia de saneamento do país, foi concluída em 23 de julho de 2024, sob a gestão atual do estado, após um processo marcado por pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e acusações de desmonte por parte de representações dos trabalhadores.
O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) divulgou uma nota de pesar pela explosão, repudiando o desmonte técnico do saneamento. A entidade classificou o caso como uma tragédia que exige apuração rigorosa e revisão urgente de políticas de gestão que colocam em risco a segurança dos trabalhadores, a integridade das operações e o interesse público.