Seminário do CGEE discute inteligência climática no BRICS

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promoveu nesta quinta-feira (16) o Seminário OCTI — Panorama da Produção Científica e Inteligência Climática no Brics. O encontro reuniu especialistas para discutir tendências, capacidades e oportunidades de atuação do Brasil no cenário global de mudanças climáticas.

O evento integra as comemorações dos 25 anos do CGEE e visa qualificar a tomada de decisão com base em evidências científicas. A iniciativa ampliou o debate sobre cooperação científica entre os países do Brics, bloco composto por 11 nações que representam mais de 40% da população mundial e cerca de 41% do PIB global em paridade de poder de compra.

Na abertura, o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MCTI, Carlos Matsumoto, enfatizou a importância estratégica da informação na articulação internacional. “Acho que esse trabalho de levantar informação, de se conhecer mais e de ter muita clareza sobre o que nós queremos de benefício nessas cooperações é fundamental”, afirmou.

O presidente do CGEE, Anderson Gomes, destacou o desafio de aplicar o conhecimento produzido na prática. “Temos capacidade para gerar bons estudos e disseminá-los amplamente, mas ainda enfrentamos dificuldades para fazer com que esse conhecimento chegue, de fato, a quem precisa utilizá-lo na tomada de decisão. Temos intensificado o nosso trabalho junto aos ministérios e outros demandantes para contribuir cada vez mais com políticas baseadas em evidências”, disse.

Durante o seminário, foi lançada a oitava edição do Informe OCTI, que aprofunda análises sobre inteligência climática. O estudo revela um campo em expansão, impulsionado pela integração entre ciência do clima, inteligência artificial e tecnologias energéticas. De 2022 a 2025, foram publicados 32.040 artigos sobre o tema, dos quais 17.460 contam com participação de países do Brics, equivalente a 54,5% da produção global.

O volume anual de publicações mais que dobrou no período, com avanços em áreas como engenharia, ciências ambientais e modelagem climática. O Brasil apresenta presença relevante em temas como bioenergia, agricultura resiliente e estudos sobre biomas como Amazônia e Cerrado. No entanto, o levantamento evidencia a concentração da produção em poucos países e a baixa cooperação entre membros do bloco, indicando espaço para ampliar parcerias e soluções conjuntas diante dos desafios climáticos.

T CSM

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