Trump agora descarta transmissão da execução de autor de massacre em base militar dos EUA

Trump agora descarta transmissão da execução de autor de massacre em base militar dos EUA

Em mais um recuo do governo de Donald Trump num tema controverso, o presidente dos Estados Unidos afirmou nesta quinta (15) que a execução de Nidal Hasan, responsável por um ataque a tiros que matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, não será transmitida ao vivo. Segundo o republicano, familiares das vítimas poderão acompanhar a execução de forma presencial, se desejarem.

Hasan, ex-psiquiatra do Exército dos EUA, foi condenado em um julgamento militar pelo crime, o mais letal já ocorrido em uma base militar americana. Além de assassinar as 13 pessoas, o atirador feriu outras 32 pessoas durante o atentado, que teria sido inspirado na Al Qaeda. A execução dele está prevista para 3 de dezembro e será feita por um pelotão de fuzilamento, a primeira do tipo em mais de 60 anos.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump escreveu nesta quinta que Hassan é um “traidor, extremamente mau e perverso”. A transmissão de sua morte, publicou, poderia servir como um exemplo para o mundo sobre como os EUA lidam com terroristas. Na mesma mensagem, acrescentou que pessoas bem-intencionadas prefeririam não assistir à execução por meio de recurso visual. “Ele morrerá, conforme programado, por um pelotão de fuzilamento, mas o evento não será transmitido.”

A possibilidade de transmitir a execução havia provocado críticas e questionamentos, feitos inclusive por correligionários do presidente. Entre os republicanos que manifestaram dúvidas estavam o vice de Trump, J. D .Vance. Líderes religiosos e observadores internacionais também expressaram preocupação com o plano, atribuído ao secretário de Defesa, Pete Hegseth. Depois, Trump evitou confirmar a iniciativa.

Se Hasan for morto, será a primeira execução militar desde 1961, segundo o grupo americano Death Penalty Action, que se opõe à pena capital. De acordo com o Centro de Informação sobre Pena de Morte, a última execução registrada foi por enforcamento. E a última execução conhecida por um pelotão de fuzilamento militar dos EUA ocorreu em novembro de 1945, informou a organização.

No último domingo, o secretário de Segurança Nacional americano, Markwayne Mullin, afirmou que a transmissão ao vivo da execução de Hassas não representaria um risco adicional à segurança dos EUA.
“Não vejo nenhum risco maior neste momento por causa disso”, disse ele à emissora CBS News, ao ser indagado se a medida poderia transformar o responsável em mártir de sua causa. “Acho que as pessoas precisam entender que, se atacarem os EUA, iremos atrás delas e garantiremos que a punição seja proporcional ao crime.”

Hasan afirmou ter agido em retaliação às guerras dos EUA no mundo muçulmano. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que ele gritou “Allahu Akbar” (“Deus é o maior”, em árabe) durante o ataque.

O ataque do ex-major ocorreu semanas antes dele ser enviado ao Afeganistão. O homem ficou parcialmente paralisado e preso a uma cadeira de rodas após ser baleado pela polícia.

O recuo na decisão de não transmitir ao vivo a execução de Hasan se soma a outros episódios em que o governo Trump anunciou medidas ou ameaçou adotá-las e depois voltou mudou a estratégia diante de resistências políticas, reações negativas ou possíveis custos econômicos. O padrão rendeu ao republicado o apelido de Taco, acrônimo em inglês para “Trump sempre amarela”.

Pesquisas indicaram que a maioria dos americanos é contrária à transmissão ao vivo da execução.

T CSM

NOTÍCIAS DA EDITORIA

O Ministério do Trabalho libera nesta quinta-feira (15) pagamentos de um lote

O fim do ano letivo se aproxima, as férias estão chegando, mas

MAIS DESTA EDITORIA

Pouco mais de 286 mil indígenas estão aptos a votar nas Eleições

O governo começa a pagar nesta quinta-feira (15) um lote complementar do

O ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, afirmou nesta terça-feira (13)

As fortes chuvas que atingiram o Distrito Federal na última quinta-feira (15)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), divulgou que vai promulgar

MAIS NOTÍCIAS DO TRIBUNA LIVRE BRASIL

A exploração de terras raras na Bahia, em uma das áreas mais promissoras do país, é...

Por Simone Salles O Santuário do Santíssimo Sacramento, na Asa Sul, em Brasília, recebe neste domingo,...

Os combatentes pró-iranianos haviam anunciado um pouco antes ter atacado um quartel militar “dirigido por oficiais...

O desaparecimento de uma carga de ferro, vergalhões e madeira que havia sido apreendida pela Justiça...

Brasileiros ainda têm R$ 5,8 bilhões disponíveis para resgate em bancos, consórcios, cooperativas de crédito e...

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (15) o projeto que aumenta o teto da receita bruta...

plugins premium WordPress