USP diz não ter sido avisada pela polícia sobre desocupação da reitoria e repudia violência

A USP (Universidade de São Paulo) afirma não ter sido informada previamente sobre a desocupação da reitoria, na zona oeste paulistana. A ação foi realizada pela Polícia Militar na madrugada neste domingo (10).

Segundo a gestão Aluisio Segurado, a decisão foi da SSP (Secretaria da Segurança Pública), da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A instituição diz que lamenta o ocorrido, repudia a violência registrada e que “nada substitui o diálogo, a pluralidade de ideais e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias”.

Também foi reaberta pela reitoria a possibilidade de um novo ciclo de diálogo com os estudantes, o que havia sido rechaçado dias antes.

Em nota, estudantes afirmaram que o reitor teria acionado a polícia, que “violentamente expulsou os estudantes que lutavam por melhores condições”.

A Polícia Militar desocupou o saguão onde os estudantes estavam desde quinta-feira (7).

A operação começou por volta das 4h15. A ação durou aproximadamente 15 minutos. De acordo com os estudantes, houve o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes.

Quatro estudantes foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial, da Lapa, onde foi registrado um boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público e alteração de limites. Mais tarde, os estudantes foram liberados.

A gestão Tarcísio afirmou que cerca de 150 pessoas ocupavam o saguão.

“Cerca de 50 policiais participaram da ação, que foi concluída sem registro de feridos. Toda a ação foi registrada pelas câmeras operacionais portáteis dos policiais, e as imagens serão anexadas aos autos da ocorrência”, declarou a SSP em nota.

Após a desocupação, a secretaria disse que uma vistoria “constatou os danos ao patrimônio público, entre eles a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e danos à catraca de entrada”.

O planejamento da ação foi iniciado na sexta-feira (8), no dia seguinte à ocupação. A decisão de desencadeá-la neste domingo, Dia das Mães, estaria relacionada ao menor número de estudantes no local.

Segundo vídeos divulgados e relatos dos estudantes, policiais militares formaram uma espécie de corredor polonês na entrada principal da reitoria e agrediram alunos enquanto eles deixavam o saguão ocupado.

Ainda de acordo com os estudantes, ao menos cinco alunos ficaram feridos. Um deles sofreu uma fratura no braço.

Depois da desocupação, equipes da PM permaneceram no prédio da universidade.

T CSM
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