FMI eleva projeção para PIB do Brasil em 2026 e 2027, mas ainda prevê desaceleração

Balança comercial acumula superávit de US$ 5,1 bilhões até fevereiro de 2026
Balança comercial acumula superávit de US$ 5,1 bilhões até fevereiro – Reprodução

O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a aumentar a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deste ano mesmo diante da incerteza sobre as novas tarifas dos EUA contra o País. Nesta quarta-feira, 8, o FMI anunciou que a estimativa para 2026 subiu em 0,5 ponto porcentual, chegando a 2,4%. Em abril, já havia elevado a projeção em 0,3 ponto porcentual, para 1,9%, ao incluir em seus cálculos o que seria um efeito positivo com a guerra no Oriente Médio, já que o Brasil é exportador líquido de petróleo. A guerra contra o Irã, inclusive, é o maior risco para as previsões, segundo o Fundo.

Para 2027, o FMI também elevou a projeção sobre a atividade econômica, que passou de 2% para 2,2%. As novas projeções constam do relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado nesta quarta-feira. “Espera-se que o crescimento no Brasil permaneça resiliente em 2026, mas desacelere um pouco no ano seguinte”, diz a equipe do FMI no relatório.

A visão do FMI para a economia brasileira mostra que o País se destaca entre os pares latino-americanos e caribenhos. Para a região, a projeção é de um crescimento de 2,4% em 2026. Para o México, a estimativa é de um crescimento de 1,2% neste ano e de uma aceleração “modesta” para 1,9% em 2027. “No México, projeta-se que o crescimento acelere modestamente em meio a políticas domésticas menos restritivas, mas a incerteza continuará a restringir a atividade”, diz o relatório.}

Estadão Conteudo

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