A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (9), uma operação que apura fraudes na concessão de benefícios do INSS a comunidades indígenas na Bahia.
De acordo com as primeiras informações, pessoas envolvidas nas fraudes emitiam declarações de falsos pertencimentos a essas comunidades. O objetivo era ter acesso a benefícios como aposentadoria rural, salário-maternidade, entre outros.
Há a suspeita de que o grupo também tenha atuado na contratação irregular de empréstimos consignados vinculados aos benefícios fraudados. Pelo menos R$ 1,5 milhão foram bloqueados pela Justiça, além do afastamento de servidores públicos suspeitos de envolvimento no esquema.
Fraude bilionária
O novo esquema revelado nesta quinta-feira (9) se soma a outros que vêm sendo descobertos pela Polícia Federal com altas somas de recursos desviadas do governo ou dos próprios beneficiários. No ano passado, a fraude recorde envolvendo a cobrança de mensalidades associativas irregulares levou ao roubo de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.
O caso veio à tona com a Operação Sem Desconto, deflagrada também pela corporação com o apoio da CGU. O aumento expressivo das reclamações de aposentados e pensionistas e a expansão do número de entidades realizando descontos levaram à abertura de uma auditoria em 2024.
A estimativa inicial das autoridades é de que aproximadamente seis milhões de aposentados e pensionistas possam ter sido afetados. Após a descoberta do esquema, o INSS suspendeu todos os acordos que permitiam os descontos associativos, impedindo novas cobranças até que o sistema fosse revisto.
Mais informações em instantes.