Tesouro aponta resiliência econômica e meta de redução da dívida

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou nesta quarta-feira (8) aos parlamentares da Comissão Mista de Orçamento (CMO) que o Brasil tem mostrado resiliência econômica após a pandemia de Covid-19.

Segundo ele, um dos sinais desse desempenho é o crescimento médio de 3% ao ano, acima da média de 1,4% verificada em períodos anteriores. Daniel Leal também disse que as metas fiscais programadas para os próximos anos serão suficientes para reduzir a dívida a partir de 2029.

O secretário esteve na comissão para cumprir dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal, que exigem explicações periódicas do Executivo sobre as metas fiscais e a dívida pública.

No primeiro quadrimestre deste ano, de acordo com o Tesouro, o governo central registrou superávit de R$ 9 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram déficit de R$ 6,5 bilhões. A meta anual é de superávit de R$ 34,3 bilhões.

A dívida líquida, por outro lado, subiu de 65,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2025 para 66,8% em março de 2026, por causa dos juros altos.

Durante a reunião, o deputado Mauro Benevides Filho (União-CE) afirmou que os juros elevados tornam cara a manutenção das reservas em dólar do país, que atualmente somam US$ 367 bilhões. Ele citou ainda o Fundo Monetário Internacional (FMI) ao dizer que, se a referência fosse de 80% dos contratos cambiais, o Brasil deveria ter, no máximo, US$ 240 bilhões em reserva cambial.

T CSM
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