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O ativista Thiago de Ávila, aliado de Greta Thunberg em ações pró-Palestina como a da “flotilha da liberdade”, colocou neste domingo (20) um adesivo cobrindo a placa da rua Estado de Israel, em São Paulo, com o mesmo padrão visual da sinalização oficial, “rebatizando” a via como “Palestina Livre, do rio ao mar”.
A ação lembraria um ano do cessar-fogo no conflito na Faixa de Gaza, o qual Ávila chamou de “falso”. “Após um ano de falso cessar-fogo, as pessoas seguem sendo assassinadas, a ajuda humanitária segue sendo bastante impedida de entrar e a fome ainda assola, a terra está sendo roubada por Israel e o projeto de Trump e Netanyahu, dois criminosos de guerra, é impor esse genocídio ao mundo todo!”, escreveu ele no X.
Thiago de Ávila ficou famoso ao participar com Greta de missões da chamada “Flotilha da Liberdade”, organizadas para supostamente levar mantimentos ao povo palestino. Ele foi detido e mantido preso em Israel.
Vereadora promete reação
A iniciativa provocou críticas da vereadora e também candidata Cris Monteiro (NOVO), que afirmou que pretende acionar a Justiça.
“Primeiro, o extremista Thiago Ávila instalou seu comitê em Higienópolis, o bairro com a maior concentração de judeus do Brasil. Agora, ele foi até a rua Estado de Israel, vandalizou a placa e colou por cima ‘Rua Palestina Livre do Rio ao Mar’. Uma frase banida em diversos países por se tratar de um pedido implícito de extermínio de Israel, que fica justamente entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo. Qual a necessidade de fazer campanha com provocações infinitas contra uma comunidade?”, indagou Cris.
A defesa de Ávila contesta a caracterização do episódio como vandalismo e afirma que o adesivo era removível, foi retirado em menos de uma hora e não danificou a placa. Ele também rejeita qualquer associação do ativista com o Hamas, organizações militares ou paramilitares e extremismo violento.
Segundo a manifestação, Ávila atua em defesa dos direitos dos palestinos e da crítica política ao Estado de Israel e ao sionismo, rejeita o antissemitismo e defende os direitos e a segurança da comunidade judaica.
O slogan utilizado no adesivo é objeto de controvérsia política. Organizações judaicas, como o American Jewish Committee (AJC), interpretam a expressão como uma reivindicação que pode implicar a eliminação de Israel como Estado judeu.
Já defensores da causa palestina afirmam que ela pode representar um apelo à liberdade, à igualdade de direitos e à autodeterminação dos palestinos. O significado atribuído à frase depende, entre outros fatores, do contexto em que é empregada.
A reportagem foi atualizada para incluir o posicionamento da defesa de Thiago de Ávila e esclarecer as circunstâncias da colocação do adesivo, retirando a conclusão de que houve vandalismo. O texto também passou a contextualizar as diferentes interpretações do slogan sobre a Palestina.
Corrigido em 22/09/2026 às 19:01