Justiça decreta encerramento da recuperação judicial da Americanas

Justiça decreta encerramento da recuperação judicial da Americanas

São Paulo, 19 – A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira, 19, o encerramento da recuperação judicial da Americanas, um dos casos mais polêmicos do setor empresarial no Brasil. A sentença de encerramento foi assinada pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, e obtida em primeira mão pelo Estadão/Broadcast

A Americanas havia requerido, em março, o encerramento do processo, sob a alegação de que todas as obrigações do plano foram cumpridas ao longo dos dois anos seguintes à homologação do caso. A administração judicial e o Ministério Público concordaram com o pedido.

O encerramento do processo após o cumprimento das obrigações nesse prazo de dois anos é um mecanismo previsto na Lei 11 101/2005, que regula processos de recuperação e falência.

“A decisão concessiva constitui título executivo judicial, e qualquer credor que se repute prejudicado por descumprimento de obrigação do plano poderá requerer a execução específica ou a falência”, afirmou o magistrado, em seu despacho. “Essa delimitação não deixa credor algum desprotegido”, emendou.

Na reta final do processo, alguns detentores de títulos de dívidas emitidos no exterior (os chamados bondholders) fizeram objeções ao fim do processo, mas as alegações foram consideradas improcedentes pelo juízo.

A Americanas entrou com o pedido de recuperação em 19 de janeiro de 2023, com dívidas de R$ 43 bilhões. O caso veio à tona após a revelação de “inconsistências contábeis” de cerca de R$ 20 bilhões no balanço da varejista.

Isso motivou acusação de fraude contra 12 ex-executivos da empresa. A acusação foi movida pelo Ministério Público e acolhida pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, que tornou réus esses 12 ex-executivos na semana passada.

A Americanas afirmou na ocasião que foi vítima de uma “fraude estruturada e de natureza dolosa” cometida por ex-executivos da companhia. “Ao longo de anos, ex-executivos manipularam controles internos, registros contábeis e informações relevantes ao mercado, em violação direta aos deveres fiduciários inerentes aos cargos que ocupavam e à legislação do mercado de capitais”, afirmou.

T CSM

TRIBUNA LIVRE BRASIL

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) prendeu, nesta terça-feira (20/10),

CONFIRA TAMBÉM:

A MBRF comercializou 2,719 milhões de toneladas de produtos no mercado internacional

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) aplicou

O Dia do Poeta, celebrado nesta terça-feira (20), terá programação gratuita em

JOSÉ HENRIQUE MARIANTEFOLHAPRESS “Nenhum euro destinado à Ucrânia está fazendo falta nos

A coalizão Vida em Conta, iniciativa que reúne cerca de 140 economistas

MAIS NOTÍCIAS DO TRIBUNA LIVRE BRASIL

Um adolescente foi apreendido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite desta segunda-feira (19),...

Jefferson Dias da Silva, secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados, foi morto a tiros na...

Clarice Rolo Reis, bailarina goiana de 10 anos, foi escolhida para representar o Basileu França na...

O Vila Nova estabeleceu um novo capítulo em sua história na Série B do Campeonato Brasileiro....

Três homens foram presos suspeitos de tráfico de drogas na noite desta segunda-feira (19), na Quadra...

Um edifício do século XIX com uma torre imponente, que havia sobrevivido às duas guerras mundiais,...

plugins premium WordPress