Criado há 10 anos, o projeto Diniz Social, idealizado pela rede Óticas Diniz, conecta crianças em situação de vulnerabilidade social a exames oftalmológicos e óculos de grau gratuitos. Neste ano, em Brasília, a ação atendeu cerca de 300 pacientes pediátricos no último sábado (17) em um dia voltado especialmente para os pequenos com uma manhã de diversão.
As consultas foram realizadas em um hospital particular da Asa Sul e contou com médicos voluntários. A gerente de marketing Izabela Bazilio detalha como funciona o processo de triagem e seleção das crianças que serão beneficiadas.
“A preparação e organização foram partes essenciais do projeto porque envolve a parte da triagem, onde a gente vai nas instituições, faz um pré-exame nas crianças, para entender qual é a demanda que a gente vai ter naquela instituição, quantas crianças serão beneficiadas pelo projeto. A organização é uma parte super importante porque movimenta toda a nossa equipe, toda a empresa fica engajada”, explica.
Desde a criação da iniciativa, já foram atendidas cerca de 110 mil crianças em todo o Brasil. Só no Distrito Federal, mais de 2 mil foram beneficiadas. Além da parte dos exames e entrega dos óculos, os participantes foram recebidos na última edição com um dia repleto de brincadeiras, lanches e música.
Atuante no projeto desde o início, o médico oftalmologista Tiago Ribeiro participou deste ano caracterizado de super-herói. Ele explica que há uma preparação e ambientação para as crianças se sentirem confortáveis antes dos exames.
“O projeto não é só enfileirar um monte de criança e levar lá para fazer os exames. Eles chegam e já são recebidos por uma equipe de animadores. Tem brinquedo, pipoca, doce, tem um auditório passando filme. Eles ficam super empolgados com as brincadeiras e com o ambiente. E todos os convidados, geralmente, são médicos que têm experiência no trato com criança”, detalha.
A ideia do projeto é a redução da evasão escolar causada por problemas de visão entre crianças em idade de alfabetização. Segundo o especialista, há diversas queixas oculares que demoram a ser diagnosticadas.
“Às vezes a criança está passando por alguma dificuldade na escola e os pais, os professores julgam ser algum déficit de atenção ou algum problema cognitivo, quando muitas vezes é grau, é a dificuldade para enxergar. Tem uns casos, que todo mundo vai notar que ela está aproximando muito as coisas do rosto e tem aqueles casos onde o grau é leve que pode prejudicar muito o desempenho da criança. Mas no dia a dia não vai ser um negócio percebido pelos pais ou pelos professores como uma dificuldade visual, daí a importância da avaliação especializada”, ressalta.
A diretora comercial e uma das responsáveis pelo projeto na capital federal, Aline Diniz comenta que a iniciativa surgiu do alto índice de desistência na idade escolar por problemas relacionados à baixa visão. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) revelam que cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam problemas de visão.
“Nessa triagem a gente leva um aparelho para fazer um pré-diagnóstico da criança que possivelmente tem algum problema de visão. E aí no dia da ação, onde participam os oftalmologistas voluntariamente, essas crianças já triadas passam por essa consulta completa. E, caso precise de óculos, ela recebe um par completo”, explica.
Diagnósticos
Os principais diagnósticos encontrados nessa faixa etária são os chamados erros refrativos, que englobam problemas de visão como miopia, hipermetropia e astigmatismo. O médico explica que também há casos de estrabismo e ambliopia.
“Esse projeto é muito bonito, porque permite que a gente avalie essas crianças de uma forma especializada, com estrutura. Elas já saem de lá com a prescrição dos óculos e escolhendo e fazendo as lentes”, acrescenta Ribeiro.
Além da iniciativa que ocorre anualmente, a ótica também realiza ações em parceria com entidades e instituições sociais para atender a demanda de pacientes com problemas de visão, que contempla, além das crianças, pessoas idosas.