Um policial da Flórida, nos Estados Unidos, foi preso após ser acusado de se apropriar da casa de um idoso morto e tentar cobrar dos supostos herdeiros os gastos que afirma ter tido com a reforma do imóvel. Brian Louis Sguros, de 35 anos, teria assumido ilegalmente a propriedade em 2022, depois de atender à ocorrência que constatou a morte do dono da residência. O caso veio à tona quando ele entrou na Justiça para exigir o reembolso dos investimentos feitos na casa.
O policial foi preso na terça-feira (20) e é acusado de fraude e falsificação de documentos oficiais. As acusações são agravadas pelo fato de ele ser servidor público. Segundo a emissora WPLG, Brian foi um dos agentes enviados à residência de Dennis Ionis West, de 71 anos, em 11 de julho de 2022.
A polícia foi acionada por um vizinho preocupado com o desaparecimento do idoso, que não era visto havia mais de uma semana. Dennis foi encontrado morto perto da entrada da casa. Um exame apontou que ele morreu de causas naturais, em decorrência de uma doença cardiovascular.
Policial disse ser amigo do idoso
Durante os procedimentos após a morte, Brian afirmou que era amigo de Dennis e se ofereceu para organizar o funeral. Ele também teria dito que o idoso não tinha parentes, segundo o jornal South Florida Sun Sentinel. No entanto, não há indícios de que os dois se conhecessem.
Semanas depois, em 1º de agosto de 2022, o policial assumiu a posse da residência sem autorização legal. De acordo com a WPLG, ele próprio reconheceu posteriormente, em um documento judicial assinado sob juramento, que havia tomado posse do imóvel sem permissão.
Reforma valorizou imóvel para R$ 2,5 milhões
Brian alegou ter investido mais de US$ 214 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) do próprio bolso na reforma da residência, que estava deteriorada. Segundo ele, as obras tinham como objetivo proteger a propriedade contra invasores e atividades criminosas.
A reforma incluiu a retirada de estruturas de madeira apodrecidas e a limpeza do imóvel. Após as intervenções, a casa passou a valer cerca de US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,5 milhões).
A tentativa de obter o reembolso dos gastos com a reforma, por meio de uma ação judicial contra os herdeiros do proprietário, acabou levando à descoberta do caso. Brian agora responde às acusações de fraude e falsificação de documentos oficiais.