Um ano após Operação Contenção, Penha segue como base de chefe do CV com influência até na Bolívia

Um ano após Operação Contenção, Penha segue como base de chefe do CV com influência até na Bolívia

Um ano depois da Operação Contenção, a mais letal da história do país, o Complexo da Penha, na zona norte do Rio, continua abrigando alguns dos chefes do CV (Comando Vermelho) mais procurados do Brasil. Um deles é Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, o Zeus.

Da Penha, ele controla o tráfico na Muzema, na zona oeste, mantém o elo da facção com Rondônia e foi apontado pelo próprio CV como responsável por cidades da Bolívia.

A facção costuma usar aplicativos de mensagens para distribuir ordens, como a troca de líderes. Um desses comunicados, de fevereiro deste ano, foi interceptado pela polícia e anuncia que Zeus e um integrante identificado como Bronix “assumem a liderança estratégica das cidades de Santa Cruz e Trinidad”.

Escrito em português e espanhol, o texto afirma que Zeus, “oriundo de Rondônia, possui autonomia total e o aval do Conselho”.

Preso em 2015 em Rondônia, ele cumpriu pena no Presídio Federal de Porto Velho na mesma época em que Fernandinho Beira-Mar, um dos líderes históricos do CV, segundo a Polícia Civil.

Interceptações da polícia de Rondônia mostram ele ensinando comparsas a mandar recados ao chefe da facção, dentro do sistema federal, por meio de advogados e bilhetes. Solto anos depois, mudou-se para o Rio na pandemia e financiou a tomada da Muzema, até então controlada pela milícia, segundo investigações.

Também conhecido como Da Roça, Zeus tem dois mandados de prisão em aberto, por associação criminosa e tráfico de drogas, expedidos pela Justiça de Rondônia e pela do Rio.

Em dezembro de 2025, entrou na lista de procurados do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), que considera a gravidade dos crimes e a importância da prisão para desestruturar a organização criminosa. Procurado, o advogado dele não quis se manifestar.

Segundo o Disque Denúncia, Zeus recebe num “escritório” na Penha o dinheiro dos aluguéis cobrados na Muzema. Ali, ele se aproximou de Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, apontado como um dos principais líderes do CV. Doca tem 46 mandados de prisão em aberto.

Foragido do sistema prisional, Doca é investigado por mais de cem homicídios. Em 2023, foi apontado como mandante da execução de três médicos num quiosque da Barra da Tijuca, na zona oeste, que teriam sido confundidos com milicianos de Rio das Pedras.

Também é réu pela morte de três crianças em Belford Roxo que teriam pegado um passarinho de um traficante. Ele não tem defesa constituída.

Doca é um dos 45 réus com mandado de prisão que a polícia não localizou na Operação Contenção, em 28 de outubro de 2025. A ação foi motivada por uma lista de 51 alvos, mas só quatro foram capturados; outros dois já estavam presos e tiveram os mandados cumpridos na cadeia, como a Folha de S.Paulo revelou em novembro daquele ano.

Dos 145 mandados de busca e apreensão, 34 foram cumpridos. Na época, o secretário de Segurança, Victor Santos, disse que o objetivo da operação não era prender líderes do CV, mas cumprir mandados para mapear e asfixiar a organização criminosa.

De acordo com investigação da 60ª DP (Campos Elísios), o lucro obtido na Muzema é dividido entre Zeus e o CV da Penha. Além da venda de drogas, a facção explora na comunidade o roubo de veículos e de cargas, cobra taxas de moradores e comerciantes, vende serviços clandestinos de TV e internet e toma imóveis, segundo a polícia.

Em dezembro de 2025, a Polícia Civil de Rondônia fez uma operação contra o CV no estado que tinha Zeus como principal alvo. Segundo a investigação, ele dava ordens a chefes locais da facção sobre a chegada de fuzis e intermediou ataques incendiários contra empresas de internet em Rondônia.

Zeus é investigado ainda em inquéritos de delegacias especializadas em crime organizado e em entorpecentes e de distritais da zona sudoeste.

A Muzema virou ponto de partida da ofensiva do CV sobre Rio das Pedras, considerada o berço da milícia no Rio. Segundo as investigações, criminosos da facção usam a localidade do Caranguejo, já dentro de Rio das Pedras, como esconderijo, com apoio da Muzema, da Gardênia Azul, da Cidade de Deus e do Morro do Banco.

A ordem para a tomada teria partido de Doca e de outros integrantes da cúpula. Segundo as investigações, ex-milicianos de Rio das Pedras passaram a atuar pela facção.

T CSM

TRIBUNA LIVRE BRASIL

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) deu andamento, nesta quarta-feira (28/10), à

O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou nesta quarta-feira (27) a liberação

CONFIRA TAMBÉM:

Por trás de cada restaurante, cafeteria ou pequeno negócio de alimentação, há

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, na manhã desta quarta-feira

Estão abertas até 6 de novembro as inscrições para três cursos gratuitos

A rede varejista Havan anunciou um investimento de R$ 100 milhões para

O ministro das Finanças do Reino Unido, John Healey, enfrenta um difícil

Homem de 25 anos foi preso preventivamente suspeito de estupro de vulnerável

MAIS NOTÍCIAS DO TRIBUNA LIVRE BRASIL

Moradores, comerciantes, empresas e condomínios do Distrito Federal podem cadastrar gratuitamente câmeras particulares no Programa DF...

A produção de petróleo e gás natural no Brasil bateu um novo recorde em setembro, ao...

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) adquiriu 523 cadeiras de rodas para repor os...

Estão abertas até 6 de novembro as inscrições para a 3ª Conferência Distrital de Unidades de...

O presidente nacional do PSDB e deputado federal por Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou que os...

Uma criança que completou dois anos em março passado morreu após ter sido deixada pela mãe...

plugins premium WordPress