Uma nova gravação divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) na noite de hoje mostra que uma viatura da Polícia Militar passou pelo motorista de Fernando Haddad (PT) na frente de um hotel na Vila Mariana, em São Paulo.
De acordo com a SSP, os policiais não pararam e não desceram para abordá-lo. Procurada pelo UOL, a campanha de Haddad reafirma a versão do motorista e diz que vai pedir perícia no material.
O que aconteceu
Gravação mostra que o motorista estacionou o carro na frente do hotel às 21h58. Em seguida, ele desce, abre o porta-malas, retira um objeto e volta para o carro.
Viatura da PM passou pelo local 20 minutos depois, às 22h24. Nas imagens da câmera de segurança, não há registro de abordagem ou qualquer interação dos policiais com o motorista de Haddad. Ele permaneceu dentro do carro e deixou o local às 22h26, segundo o vídeo.
Em nota, a PM afirma que avançou na investigação e que hoje imagens de mais 30 câmeras privadas foram analisadas, totalizando 70. “Até o momento, as diligências não identificaram indícios de abordagem ou procedimento irregular por parte dos policiais, nem interação das equipes com o candidato, seu motorista ou integrantes de sua equipe”, diz o texto.
“Uma das novas imagens mostra o veículo chegando à Rua Joinville, na Vila Mariana, às 21h58. Às 22h24, uma viatura da Polícia Militar passa pelo local e segue sem parar, sem desembarque dos policiais ou contato com o motorista. Às 22h26, o veículo deixa o local. Em nenhum momento, as imagens registram qualquer tipo de abordagem, acompanhamento ou perseguição policial ao veículo. Trata-se de uma viatura diferente da que é vista policiando a região onde reside o candidato”.
SSP, em nota
Motorista relatou que foi perseguido pela PM. O advogado da campanha de Haddad, Hélio Silveira, afirmou que, durante a perseguição, o funcionário estacionou em frente a um hotel para tentar entender o que estava acontecendo. “Ele entrou no hotel e, quando viu que a viatura continuava lá, foi conversar com os policiais, que apenas falaram: ‘Vaza daqui'”, disse o advogado”.
Segundo o advogado, o acompanhamento durou cerca de 40 minutos. No trajeto, o motorista contou que a viatura da PM chegou a encostar no para-choque e que os policiais portavam fuzis”.
Haddad contou que a PM emparelhou os carros. Segundo o candidato, os policiais jogaram luz em seu rosto quando ele saiu do carro, em frente à sua casa, sem falar nada. Um vídeo divulgado anteriormente mostra um carro da PM passando pela rua de Haddad, mas também não há registro de abordagem.
Após ver o vídeo divulgado hoje pela Secretaria da Segurança Pública, a campanha de Haddad reiterou a versão do motorista, de que houve perseguição. E afirma que vai pedir uma perícia no material.
“O relato do motorista foi reiterado após a análise do vídeo. O vídeo foi submetido para análise e, mesmo após sua apresentação, o motorista reiterou a informação de que a viatura o acompanhou durante todo o trajeto e seguiu até o hotel. Portanto, trata-se de uma versão apresentada de forma consistente antes e depois da análise das imagens.
Nota da campanha de Fernando Haddad”.
Tarcísio pediu investigação após a repercussão do caso. Em nota divulgada na quarta, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que o chefe da pasta, Nico Gonçalves, entrou em contato com o candidato petista “em busca de informações complementares sobre o trajeto e a situação relatada”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a polícia vai “apurar tudo”. “A gente vai tratar essa questão como tem que ser tratada, tecnicamente”, declarou a jornalistas ontem, ao chegar a um evento no Clube Hebraica, na capital paulista. Segundo ele, o motorista será chamado para prestar depoimento.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a polícia vai “apurar tudo”. “A gente vai tratar essa questão como tem que ser tratada, tecnicamente”, declarou a jornalistas ontem, ao chegar a um evento no Clube Hebraica, na capital paulista. Segundo ele, o motorista será chamado para prestar depoimento”.
Tribuna Livre Brasil, com informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP)