O que seria o último dia de férias de três amigos goianos no Rio de Janeiro terminou em desespero na tarde de terça-feira (15). O adolescente Khallew Gharetty Tomaz Carvalho, de 17 anos, morador de Bom Jesus de Goiás, desapareceu após ser arrastado por uma onda na Praia de Copacabana. Desde então, familiares acompanham as buscas na esperança de localizar o jovem.
Um dos sobreviventes, Edson Luís de Araújo Filho, contou ao Mais Goiás que o grupo havia passado a manhã visitando alguns dos principais cartões-postais da capital fluminense antes de decidir encerrar o passeio na praia. “O dia estava sendo perfeito. Nós fomos ao Cristo Redentor, depois ao Jardim Botânico e, por volta das duas da tarde, resolvemos ir para Copacabana, em frente ao Copacabana Palace”, relatou.
Segundo Edson, apesar de o mar estar agitado e da presença de bandeira vermelha indicando risco para banho, os três decidiram entrar na água.”O mar estava muito agitado. Tinha bandeira vermelha, mas entramos nós três”, afirmou. Poucos minutos depois, os amigos foram surpreendidos pela força das ondas. “Foi tudo muito rápido.”
Edson contou que ele, Khallew e outro amigo começaram a se afogar praticamente ao mesmo tempo.Segundo o jovem, a situação evoluiu rapidamente e os três perderam o controle dentro da água. Ele conseguiu sair com vida, assim como o terceiro integrante do grupo. Khallew, no entanto, desapareceu antes da chegada das equipes de resgate.
LEIA TAMBÉM:
“Só os turistas ajudaram”
O sobrevivente afirma que os primeiros momentos após o afogamento foram marcados por desespero e falta de atendimento imediato. “Ninguém me socorreu. Eu consegui chegar sozinho na areia de tanto que demorou”, disse.
Segundo ele, quem prestou os primeiros socorros foram pessoas que estavam na praia.”Só os turistas ajudaram. Eles ficaram com a gente o tempo todo”, afirmou. Edson contou que, somente depois, começaram a chegar as equipes de resgate. “Os mergulhadores chegaram cerca de dez minutos depois. O jet ski e o helicóptero vieram aproximadamente 45 minutos após o ocorrido”, relatou.
Após o resgate, turistas também ajudaram os sobreviventes fora da praia. “Eles levaram a gente para o hospital e um deles ficou acompanhando a gente até chegar ao apartamento”, explicou. Segundo Edson, o caso também foi registrado em uma delegacia do Rio de Janeiro.
Famílias viajaram cerca de 15 horas
Assim que receberam a notícia do desaparecimento, familiares dos jovens deixaram Goiás em direção ao Rio de Janeiro.”Nossa família e a família do Khallew viajaram cerca de quinze horas de carro para chegar aqui”, contou.
Eles chegaram à capital fluminense na manhã seguinte ao acidente e passaram a acompanhar diariamente as buscas realizadas na orla de Copacabana.
Segundo Edson, a maior dificuldade enfrentada pela família tem sido a falta de informações. O jovem disse que parentes aguardam atualizações constantes sobre a operação e esperam que todos os recursos disponíveis sejam empregados na tentativa de localizar Khallew.
Buscas continuam
Desde o desaparecimento, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) realizam buscas na região onde o adolescente foi visto pela última vez.
A reportagem do Mais Goiás entrou em contato com a corporação para questionar o tempo de resposta das equipes, o emprego de mergulhadores, embarcações e helicópteros na operação, além do atendimento prestado aos familiares.
Até o fechamento desta reportagem, o Corpo de Bombeiros não havia respondido aos questionamentos enviados pela equipe. As buscas por Khallew Gharetty Tomaz Carvalho continuavam na Praia de Copacabana e, até o fechamento desta edição, o adolescente ainda não havia sido localizado. Familiares permaneciam no Rio de Janeiro acompanhando a operação e aguardando novas informações das autoridades.