A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou nesta sexta-feira (26), em São Paulo, o painel Acordo Mercosul-União Europeia: Oportunidades por Estado, criado para ajudar empresas a identificar negócios a partir do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
A ferramenta reúne 543 oportunidades de exportação com redução tarifária imediata para 25 países do bloco europeu e busca auxiliar companhias a conhecerem os mercados da UE e a entenderem quais produtos brasileiros se beneficiam de redução ou eliminação gradual de tarifas previstas no acordo. As oportunidades abrangem setores como alimentos, máquinas e equipamentos, produtos químicos, artigos manufaturados e segmentos da indústria de transformação.
O lançamento ocorreu durante o encontro Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia, promovido pela ApexBrasil, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e foi voltado à qualificação da indústria na exportação direta para mercados dos países do bloco.
Em discurso a empresários e representantes do setor produtivo, Alckmin afirmou que, após a celebração do acordo, o desafio é fazer negócios, ampliar vendas e aproveitar oportunidades. Segundo ele, o tratado pode ampliar a corrente de comércio entre os dois blocos e aumentar os investimentos no país.
Alckmin também citou que o acordo entrou em vigor em maio. Já o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirmou que a assinatura abre novas perspectivas para o comércio entre os dois blocos, mas ressaltou a importância de fazer com que essas oportunidades cheguem às empresas.
A União Europeia é o segundo parceiro comercial do Brasil. Atualmente, o comércio entre o país e o bloco movimenta cerca de US$ 100 bilhões por ano, e a UE responde por metade dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil. A ApexBrasil destacou que as possibilidades de expansão são consideráveis, especialmente para pequenas e médias empresas, que hoje têm participação minoritária no comércio entre os blocos.