Dia do Profissional de Educação Física: transformação de vida através do movimento

“Movimento não é sobre aparência. É sobre vida”. É essa mentalidade que Vanessa Santos, profissional de educação física e fisiculturista, trabalha com seus alunos todos os dias para ajudar, através do movimento, as pessoas a mudarem a qualidade de vida. Hoje, 1° de setembro, Dia do Profissional de Educação Física, o JBr mostra como Vanessa confiou no potencial do movimento em transformar a vida e a saúde.

Vanessa e o marido Danilo Lucena têm uma ligação profunda com o esporte e viram o potencial dele para transformar a vida das pessoas. “Eu pratico esporte desde os meus 11 anos. Foi o que me abriu muitas portas. Além disso, eu tive meu filho, Miguel, que tem paralisia cerebral. Eu vi a vida do meu filho se transformar através de um profissional da educação física e pedagogo. Aquilo me abriu os olhos de uma forma e eu falei: ‘é isso que eu quero para minha vida’. Hoje eu direciono toda a minha vida para isso”, comentou.

Em Santa Maria, na Arena Sunset Sport, Vanessa passa para os outros tudo aquilo que aprendeu e que o esporte a ensinou. “Eu acredito que o movimento cura. A partir do momento em que você está aqui para praticar uma coisa nova, você já deu um passo muito grande. Acredito que melhora a autoestima e também a mente”, disse a profissional. Nesse sentido, a presença do educador físico é essencial para muitas pessoas que às vezes precisam apenas de um pequeno empurrão para mudar de vida.

“Para muitos, é normal num primeiro contato com uma atividade nova sentir que não é capaz de fazer aquilo. Por exemplo, o futevôlei é mais complexo pelos fundamentos que ele exige, mas a partir do momento em que você se dá em um treino, quando o professor explica sobre os fundamentos, como executar, a pessoa vai se sentindo mais à vontade para fazer aquilo.Assim o aluno se interessa mais em ficar e desenvolver uma presença maior no esporte”, relatou Vanessa.

Foi o caso de Laurikeicy Silva, de 23 anos, que há três anos treina futevôlei na Arena Sunset. Ela contou ao JBr que o incentivo era o que faltava para ela entrar de vez no esporte. “O futevôlei foi uma forma de me ajudar a sair de um buraco muito grande porque eu busquei o esporte por conta de uma depressão. Isso foi há três anos e até hoje estou aqui, buscando incentivar também várias pessoas, meninas, a jogar e competir”, disse a jovem.

Lauri Silva relatou que o esporte a ajudou a sair de uma depressão. Foto: Vítor Ventura/Jornal de Brasília

Segundo Lauri, como é conhecida, ela foi abraçada por Vanessa e pelos demais. “Eu vim sozinha, não conhecia ninguém e todo mundo me abraçou aqui. Eu gosto de falar que a gente é uma família. Chego aqui às 15h e só vou sair às 22h, com o corpo cansado, mas com a mente descansada. Não é uma coisa que sonho em me profissionalizar, mas é um lazer muito bom, muito importante. Eu acho que o esporte pode fazer várias coisas por várias pessoas por conta do que aconteceu comigo”, completou.

Vanessa relatou que foram inúmeros os casos de pessoas que tiveram a vida e a saúde, seja física ou mental, transformadas pela prática do esporte. “Aqui tem aquela questão de tirar a pessoa da rotina. Quando você chega num ambiente como esse, mais descontraído, aberto, é um um lugar onde você se identifica. Aqui a gente vê muito isso, as pessoas se identificam com o esporte, com o movimento, né, procurando ali uma qualidade de vida, algo diferente”, destacou.

Ainda segundo ela, o corpo não é uma vitrine, o corpo precisa ser funcional. “Não é sobre ter o corpo perfeito para ser visto. É sobre ter um corpo capaz de viver, se movimentar, brincar, trabalhar, treinar, viajar e realizar. Porque a estética muda, mas a capacidade de se movimentar e viver bem é liberdade. Movimento não é só sobre aparência. É sobre a vida”, completou.

Saiba mais

O Dia do Profissional de Educação Física é comemorado anualmente no Brasil no dia 1º de setembro. A data coincide com a data em que entrou em vigor a lei que regulamenta a profissão e é voltada para a valorização e entendimento das várias modalidades que englobam essa profissão.

A celebração ocorre em 1º de setembro por coincidir com a instituição da Lei Federal nº 9696, em 01 de setembro de 1998, que regulamentou a profissão de educação física e criou o Conselho Federal de Educação Física e os Conselhos Regionais de Educação Física.

De acordo com o Conselho Federal de Educação Física, é reconhecido como Profissional de Educação Física aquele identificado como: Professor de educação física; Técnico desportivo; Treinador esportivo; Preparador físico; Personal trainner; Técnico de esportes; Treinador de esportes; Preparador físico-corporal; Professor de educação corporal; Orientador de exercícios corporais; Monitor de atividades corporais; Motricista; Cinesiólogo (profissional que estuda o movimento do corpo humano).

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