O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou o bloqueio de mais de R$ 6,1 milhões e do ex-deputado federal Eduardo Cunha, por suspeita de desvio de emendas parlamentares.
Segundo Dino, mesmo sem mandato, o ex-presidente da Câmara teria indicado pelo menos 21 emendas para cidades de Minas Gerais.
A defesa de Eduardo Cunha nega qualquer irregularidade.
O ex-deputado é alvo da mesma investigação que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, também por indicação irregular de emendas.
Segundo o ministro Flávio Dino, as emendas indicadas por Eduardo Cunha foram documentadas de forma fraudulenta para ocultar o verdadeiro solicitante.
Durante a “Operação Transparência”, a Polícia Federal identificou no celular da servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, mensagens e planilhas que indicam um esquema de direcionamento de verbas comandado por Eduardo Cunha.
Tuca seria a responsável pela organização e encaminhamento das emendas do orçamento secreto.
Para o ministro, o fato de um terceiro, sem atuação no parlamento brasileiro, ter poder e ingerência sobre o orçamento público é gravíssimo.
Dino afirmou que a situação materializa o que há de mais nefasto em termos de desvios envolvendo o orçamento secreto.
*Com informações da Agência Brasil