OCORRÊNCIAS
Estado registrou 77 vítimas de afogamento apenas em 2026
Bombeiros resgatando vítima – (Foto: reprodução/Corpo de Bombeiros)
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O estado de Goiás registrou 4 mortes por afogamento em menos de uma semana. A vítima mais recente é o advogado Antônio Andriêr da Silva, de 48 anos, morador de Itumbiara, que faleceu após se afogar durante uma pescaria na região da usina hidrelétrica de Cachoeira Dourada, na última sexta-feira (10/7). Neste ano, o Corpo de Bombeiros já atendeu 77 ocorrências relacionadas a afogamento entre janeiro e julho. Segundo a corporação, o período de férias acende um alerta para este tipo de acidente.
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Conforme o Corpo de Bombeiros, Goiás tem registrado aumento crescente desde 2024. No referido ano, foram 146 ocorrências de afogamento. O índice saltou para 157 em 2025, e, em 2026, a corporação já contabiliza 77 chamados entre janeiro e julho.
Lagos, rios e piscinas representam mais de 80% das ocorrências ao longo de 2025, número que chegou a 88% em 2026. Entre as principais vítimas resgatadas pelo Corpo de Bombeiros estão crianças e homens. Estatisticamente, porém, os homens representam a maioria das vítimas devido à maior exposição a atividades aquáticas e à adoção de comportamentos mais arriscados, de acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros, Davidson Victor da Rocha.
“Os afogamentos podem ocorrer em qualquer idade, mas os grupos mais vulneráveis são crianças, adolescentes e homens adultos. Crianças pequenas dependem integralmente da supervisão de um adulto e podem se afogar em poucos centímetros de água. Já adolescentes e adultos jovens estão mais expostos por assumirem comportamentos de risco, como nadar em locais desconhecidos, ingerir álcool antes de entrar na água ou superestimar suas habilidades”, explica.
Goiânia lidera afogamentos
A capital lidera o número de afogamentos em 2026, sendo responsável por seis ocorrências. Goiânia é seguida por Itumbiara (5), Alexânia (4), Piracanjuba (4) e Formosa (3). Ao todo, os bombeiros contabilizaram ocorrências desta natureza em 50 cidades.
No ano passado, foram registradas vítimas de afogamento em 71 municípios goianos. A capital também puxou o ranking, com 15 ocorrências, seguida por Caldas Novas (7), Luziânia (7), Anápolis (5) e Aparecida de Goiânia (5).
“As principais causas incluem a falta de supervisão de crianças, consumo de bebidas alcoólicas, excesso de confiança na capacidade de nadar, desconhecimento das condições do rio, mergulhos em locais inadequados, correntezas, cansaço físico e o uso incorreto ou ausência de equipamentos de segurança, como coletes salva-vidas”, afirma o capitão.
Férias requerem atenção
No mês de julho, tradicionalmente, é registrado maior número de vítimas de afogamento devido ao período de recesso escolar e a intensa movimentação em cidades turísticas e pontos turísticos, como o Rio Araguaia. O capitão Davidson Victor conta que é necessário seguir uma série de orientações para evitar acidentes e, com isso, aproveitar o período.
Entre as medidas preventivas estão:
- Nunca deixar crianças sozinhas ou sob os cuidados de outras crianças; elas devem permanecer sempre ao alcance de um adulto.
- Evitar entrar na água após consumir bebidas alcoólicas.
- Respeitar as orientações dos guarda-vidas e as placas de sinalização.
- Não nadar sozinho e evitar áreas desconhecidas ou com forte correnteza.
- Utilizar colete salva-vidas em embarcações e durante atividades aquáticas.
- Evitar mergulhos de cabeça em locais onde não se conhece a profundidade.
- Priorizar a utilização das áreas de banho delimitadas pelo Corpo de Bombeiros.
- Em caso de emergência, acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros e evitar entrar na água para tentar um resgate sem treinamento, pois isso pode resultar em uma segunda vítima.
“No rio Araguaia, é importante destacar que a correnteza pode ser intensa mesmo quando a água aparenta estar calma, além da existência de poços profundos e alterações no leito do rio. A grande maioria dos afogamentos pode ser prevenida com medidas simples de segurança, como escolher locais com presença de guarda-vidas, respeitar as sinalizações, evitar entrar na água após consumir bebidas alcoólicas e utilizar colete salva-vidas. Também é importante conhecer as características do local, como profundidade, correnteza e presença de bancos de areia”, concluiu.