Mais de mil municípios integram nova etapa da Estratégia Alimenta Cidades

Mais de mil municípios brasileiros passaram a integrar uma nova etapa da Estratégia Alimenta Cidades, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O anúncio ocorreu durante um webinário de boas-vindas realizado nesta sexta-feira (17), que marcou o início do ciclo Alimenta Cidades +1000 e apresentou diretrizes, ferramentas e experiências implementadas no país.

Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan/MDS), a estratégia chega a essa fase com a publicação da Portaria nº 1.178. A ampliação valoriza a atuação da gestão local, reconhecendo os territórios como ponto de partida para respostas efetivas na garantia do direito à alimentação adequada. Com a adesão, os municípios contam com apoio técnico e instrumentos para planejar e executar ações nessa área.

Entre os exemplos destacados no webinário, está o de Caxias do Sul (RS), que aderiu à estratégia no primeiro edital, em 2024. Cristina Fabian, à frente da implementação local, relatou avanços, especialmente durante as enchentes no Rio Grande do Sul. “Durante as enchentes, as cozinhas solidárias tiveram papel fundamental. A experiência mostrou que precisamos fortalecer essas iniciativas, e foi a partir disso que estruturamos o primeiro fórum de cozinhas solidárias do estado”, explicou.

A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, enfatizou que o Brasil já demonstrou ser possível construir sistemas alimentares justos, saudáveis e sustentáveis. “Agora, o desafio é ampliar essa transformação, cidade por cidade, para termos um sistema de segurança alimentar vivo e presente em todos os territórios”, afirmou.

Patrícia Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do MDS, destacou a importância de identificar vazios de acesso à alimentação e organizar respostas estruturadas, especialmente em áreas vulneráveis. “Muitas famílias vivem em territórios onde a comida saudável não chega ou chega com baixa qualidade e alto custo. É necessário organizar a ação pública para garantir que alimentos adequados cheguem a quem mais precisa”, disse.

A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, ressaltou o papel do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), ao qual cerca de 70% dos municípios já aderiram. A estrutura promove articulação entre União, estados, municípios e sociedade civil, fomentando intersetorialidade, participação social e melhores resultados. “Integrar as ações do Governo Federal com os municípios é fundamental para avançarmos”, afirmou.

João Marcelo Intini, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), elogiou o Brasil como referência no combate à fome na América Latina e Caribe. “O Brasil, outra vez saindo do mapa da fome, é um grande motor de inspiração e serve como referência de compromisso com o enfrentamento das desigualdades sociais e econômicas no campo e na cidade”, declarou.

T CSM

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