México vence Equador (2-0) e avança às oitavas de final da Copa do Mundo

O México se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 nesta terça-feira (30), após derrotar o Equador por 2 a 0 no Estádio Azteca.

Esta foi a primeira vitória de ‘El Tri’ em um jogo de mata-mata em 40 anos, desde que avançou para as quartas de final do torneio de 1986, que também sediou.

A seleção mexicana vai enfrentar na próxima fase o vencedor da partida entre Inglaterra e República Democrática do Congo, marcada para esta quarta-feira.

Esse duelo das oitavas também será disputado no Azteca, onde o México segue invicto em jogos de Copa do Mundo, torneio que sediou três vezes.

As comemorações reuniram mais de um milhão de pessoas nas ruas da Cidade do México, principalmente na área emblemática do Anjo da Independência, segundo cálculos da prefeitura.

No entanto, pelo menos três pessoas morreram durante as celebrações: duas mulheres, de 48 e 19 anos, e um homem de 44, por asfixia, segundo o governo local.

“Nossa solidariedade e apoio”, disse a presidente do México, Claudia Sheinbaum, ao iniciar sua coletiva de imprensa matinal, expressando suas condolências pelas mortes. Ela garantiu que as famílias receberão apoio das autoridades.

A partida de terça-feira começou com uma hora de atraso devido a uma tempestade na Cidade do México.

Os gols de Julián Quiñones (22′) e Raúl Jiménez nove minutos depois (31′) levaram o estádio ao delírio e fizeram a cerveja voar pelos ares.

O México foi claramente superior, pressionando desde o início com o apoio de cerca de 80.000 espectadores que vibraram intensamente e vaiaram tudo, desde o hino nacional até cada toque na bola do Equador.

“Vamos, vamos, México!”, cantavam. Além disso, gritavam “olé” para os passes do ‘El Tri’, dançavam a Macarena… o ânimo do público presente não diminuiu em nenhum momento. E os jogadores incentivavam a torcida.

O cântico “puto”, já sancionado, voltou a ecoar das arquibancadas durante os tiros de meta do time adversário.

Os dois gols foram espetaculares. No primeiro, o Equador avançou sua linha defensiva numa tentativa frustrada de recuperar a bola, ficando exposto. O atacante Roberto Alvarado recuperou a posse e tocou para Quiñones, que disparou para dentro da área e desferiu um chute potente de pé direito.

Em seguida, após outro erro defensivo, Joel Ordóñez interceptou a bola, mas a deixou nos pés de Jiménez, que tabelou com Quiñones e ampliou a vantagem com um chute fulminante de pé direito no ângulo.

Aguirre optou por uma estratégia de jogo agressiva. Em apenas cinco minutos, Gilberto Mora, o jogador mais jovem desta Copa do Mundo, recuperou a bola e criou lances de perigo, tanto pela direita quanto pelo meio.

A joia de 17 anos também finalizou para fora, raspando a trave, aos 15 minutos, após dominar um cruzamento longo e cortar para dentro da área vindo da esquerda.

A torcida gritou seu nome quando ele foi substituído por Brian Gutiérrez já no segundo tempo (59′).

O Equador levou perigo com as arrancadas de Nilson Angulo e, aos 39 minutos, John Yeboah superou o lateral Jesús Gallardo, mas teve seu chute interceptado por uma grande defesa de Raúl Rangel.

O segundo tempo teve menos oportunidades de gol para ambas as equipes.

Frustrado com a iminente eliminação, o Equador viu Piero Hincapié ser expulso por tapar a boca com a mão enquanto discutia com o atacante mexicano Santi Giménez.

Após a derrota, o técnico do Equador, Sebastián Beccacece, confirmou que vai deixar o cargo.

– Hostilidade –

A partida foi disputada em um ambiente hostil para os sul-americanos. Na noite anterior, torcedores mexicanos se reuniram em frente ao hotel da seleção do Equador e buzinaram insistentemente.

Isso foi apenas um prelúdio para as vaias ensurdecedoras que a torcida local dirigiu aos jogadores equatorianos sempre que eles tocavam na bola. Até mesmo o hino nacional da equipe andina foi recebido com vaias.

Além disso, os dois países estão em conflito político. O México rompeu relações diplomáticas com o Equador em abril de 2014, depois que forças policiais e militares invadiram sua embaixada em Quito para prender o ex-vice-presidente Jorge Glas, que havia recebido asilo no local.

Segundo os telões do estádio, o ruído produzido pelos 80.824 torcedores no Estádio Azteca atingiu 147 decibéis.

– Sonho da 6ª partida –

A partida do próximo domingo representa uma oportunidade histórica para ‘El Tricolor’, já que a equipe nunca disputou um sexto jogo em uma Copa do Mundo. O México chegaria a essa fase se mantivesse intacta sua invencibilidade em casa, construída ao longo de dez partidas no principal torneio do futebol mundial.

Uma frase que surgiu nas redes sociais se tornou um grito de guerra nas arquibancadas do estádio Azteca: “¿Y si sí?” (“E se sim?” ou “E se realmente acontecer?”).

O coro que ecoa pelo estádio convida os torcedores a imaginar que a Copa do Mundo de 2026, sediada conjuntamente por México, Estados Unidos e Canadá, poderia ser o momento em que ‘El Tri’ venceria duas partidas consecutivas na fase de mata-mata pela primeira vez.

O México permanece invicto e ostenta uma campanha 100% neste torneio, com quatro vitórias consecutivas e nenhum gol sofrido.

T CSM
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