A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) obteve autorização para destinar pouco mais de R$ 12 milhões ao Fundo de Modernização, Manutenção e Reequipamento da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O valor é proveniente do confisco definitivo de bens determinado em sentença penal transitada em julgado, por sua vinculação ao crime de lavagem de ativos.
A destinação foi tratada em encontro realizado no gabinete do diretor do Departamento de Atividades Especiais (Depate) da PCDF, com a participação do delegado-geral adjunto da corporação, Saulo Ribeiro Lopes, e do promotor de justiça da Prodep, Eduardo Gazzinelli. Na ocasião, Gazzinelli destacou o trabalho das equipes das delegacias que integram o Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), coordenadas pelo delegado Leonardo Cardoso.
O promotor também afirmou esperar que os recursos sejam empregados de forma estratégica pela Direção-Geral da PCDF, especialmente no fortalecimento da capacidade operacional do Instituto de Criminalística. Segundo ele, isso pode ampliar a agilidade na realização de exames periciais em equipamentos de informática apreendidos durante investigações criminais.
Gazzinelli disse ainda que o aperfeiçoamento da estrutura de perícia tem o objetivo de acelerar a produção de provas digitais e dar mais eficiência às investigações policiais e celeridade aos procedimentos judiciais. Também foram sugeridos investimentos em soluções e equipamentos destinados ao Decor e à área de Inteligência da PCDF, com o objetivo de ampliar as capacidades dessas unidades especializadas.
A iniciativa, segundo o texto, contribui para o aperfeiçoamento da persecução penal e da prestação jurisdicional e faz parte do compromisso do MPDFT e da PCDF com a recuperação de ativos provenientes da criminalidade e sua destinação para o fortalecimento das instituições responsáveis pela prevenção, investigação e repressão à corrupção, à lavagem de ativos e a outros crimes de maior complexidade.
Com informações do MPDFT