Em menos de dois meses do início do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, apreensões e bloqueio de bens e ativos financeiros já somam R$ 3 bilhões em prejuízo às organizações criminosas, segundo nota divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Entre 12 de maio e 1º de julho, as operações realizadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) resultaram na apreensão de 134,8 toneladas de drogas, 2.159 armas de fogo e 31.418 munições. Também foram apreendidos bens como imóveis e veículos, que somam R$ 723,1 milhões, além do bloqueio de R$ 324,9 milhões em ativos financeiros. No período, ainda foram destruídos 93.667 pés de maconha.
Ao todo, foram presas 18.855 pessoas, em ações que mobilizaram 17.175 agentes de segurança pública de todo o país. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que o foco das operações é atingir também as estruturas financeiras, logísticas e patrimoniais que sustentam as facções.
Segundo o MJSP, os impactos das operações também já aparecem na redução de indicadores criminais. Entre maio de 2026 e o mesmo período de 2025, houve queda de 17,5% nos homicídios dolosos, de 14,3% nos latrocínios e de 38,7% nos casos de lesões corporais seguidas de morte. Os roubos de carga caíram 31,9%, os roubos de veículos recuaram 26,6% e os roubos a instituições financeiras diminuíram 71,4%. Já os furtos de veículos tiveram impacto negativo de 12%.
O governo informou ainda que os resultados do programa indicam recuperação de R$ 50 para cada R$ 1 investido. As operações que integram forças de segurança federais, estaduais e municipais têm previsão de investimento de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões por meio de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.