O goleiro cabo-verdiano Vozinha, destaque no empate por 0 a 0 com a Espanha na estreia de Cabo Verde na Copa do Mundo, espera que a visibilidade alcançada no torneio renda um novo contrato para os últimos anos de sua carreira. Ele foi apontado pela Fifa como melhor jogador em campo na partida e virou uma das grandes histórias da rodada inicial do Mundial.
Sem vínculo com um clube no momento, Josimar José Évora Dias, nome de batismo de Vozinha, afirmou que está focado na seleção e que gostaria de encontrar uma oportunidade em que possa ser “feliz” no futebol. Ele disse ainda que quer abrir portas para outros mercados e também que a boa campanha de Cabo Verde possa beneficiar jovens atletas do país.
Em entrevista, o goleiro contou que começou a jogar aos 17 anos, passou por clubes como Ribeira Bote, Derby, Mindelense e Batuque, antes de iniciar a trajetória profissional no Progresso, em Angola. Depois, atuou no Zimbru, da Moldávia, no Gil Vicente, em Portugal, no AEL Limassol, no Chipre, e no GD Chaves, também em Portugal, onde seu contrato terminou em maio.
Vozinha também relatou a relação com a família e disse que o futebol lhe permitiu ajudar a avó e a mãe, além de construir a casa da mãe. Segundo ele, a carreira foi marcada por esforço e resiliência, já que se profissionalizou aos 25 anos, idade considerada tardia para um goleiro.
O jogador afirmou ainda que cresceu ouvindo artistas brasileiros e citou nomes como Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Cidade Negra, Revelação e Seu Jorge, destacando afinidades culturais entre Brasil e Cabo Verde. Ele também mencionou como ídolos Michel Preud’homme, Rogério Ceni, José Luis Chilavert, Gianluigi Buffon e Edwin van der Sar.
Após o empate com a Espanha, Cabo Verde ainda terá pela frente Uruguai e Arábia Saudita na Copa do Mundo. Vozinha disse que a equipe segue com o objetivo de competir e de dignificar o nome do país no torneio.