Os manifestantes foram dispersados pelos policiais com jatos d’água e bombas de gás lacrimogêneo ao avançarem pela Plaza Italia entre os veículos antidistúrbio. “Igual ao Pinochet!”, gritavam alguns contra Kast, comparando-o ao ex-ditador militar (1973-1990).
A proposta do presidente, que assumiu o poder em março com a promessa de mão dura, inclui oito modificações à Constituição para enfrentar o crime organizado.
A mais criticada é a criação de um novo estado de exceção que poderia se estender até oito meses em caso de grave ameaça à segurança pública, sem aprovação do Congresso.
Sob este estado, as autoridades poderiam restringir liberdades de locomoção e reunião, além de interceptar comunicações nas áreas declaradas em emergência.
As reformas, que ainda precisam ser debatidas no Congresso, despertaram críticas da ONG Human Rights Watch e de líderes da oposição e da própria base governista.
O Chile é um dos países mais seguros da América Latina, embora os assassinatos e sequestros tenham aumentado nos últimos anos com a chegada de grupos criminosos estrangeiros, como o Tren de Aragua, da Venezuela.
A taxa de homicídios foi de 5,4 por 100.000 habitantes em 2025, o dobro de uma década atrás.