Hemocentro de Brasília tem queda em doações e alerta para estoques críticos

Hemocentro de Brasília tem queda em doações e alerta para estoques críticos
Hemocentro de Brasília tem queda em doações e alerta para estoques críticos | Imagem: Divulgação

A Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) enfrenta um nível crítico em seus estoques devido a uma queda na doação de sangue no Distrito Federal, afetando principalmente os tipos B positivo e AB negativo. A instituição alerta para a baixa nos demais grupos sanguíneos e a necessidade de doadores para manter o abastecimento da rede hospitalar.

Situação dos estoques e queda na doação de sangue

Segundo a assistente social da Gerência de Captação de Doadores da FHB, Lara Lisboa, os estoques de sangue dos tipos O positivo, O negativo, B negativo, A positivo e A negativo também estão baixos. Apenas o tipo AB positivo está em nível regular. “Para tentar sanar essa situação, estamos liberando senha preferencial para os tipos B positivo e AB negativo até o dia 8 de maio, sem necessidade de agendamento. Reforçamos a importância de que os doadores dos demais tipos sanguíneos também realizem o agendamento, para facilitar o fluxo e o atendimento”, afirma.

Nos três primeiros meses de 2026, foram registradas 13.832 doações, número inferior ao mesmo período do ano anterior, que teve 14.065 coletas. “Acreditamos que a queda ocorreu por conta dos feriados, quando muitas pessoas viajam, além do aumento de casos de síndromes respiratórias, que acabam dificultando as doações”, diz Lisboa.

Enquanto isso, a demanda segue alta. No mesmo período, foram realizadas 19.848 transfusões na rede hospitalar atendida pelo Hemocentro. A assistente social ressalta que a meta do Hemocentro é alcançar 180 doações por dia, mas a média recente tem ficado em torno de 100.

A importância da doação de sangue

A história de Elvis Magalhães, morador do Guará II, ilustra a importância do gesto. Diagnosticado com anemia falciforme, ele dependeu de transfusões de sangue desde os primeiros dias de vida. “Eu fazia transfusão de troca a cada 30 dias. Isso é, tirava em média duas bolsas de sangue e colocava outras três. Foi o que me manteve vivo”, conta o aposentado. Essa realidade mudou aos 38 anos, quando ele passou por um transplante de medula óssea.

Uma única doação pode salvar até quatro vidas, pois o sangue é separado em componentes como hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado. O plasma excedente é enviado à Hemobrás para a produção de medicamentos usados no Sistema Único de Saúde.

Como doar

Para doar, é preciso atender aos seguintes requisitos:

  • Ter entre 16 e 69 anos — menores de 18 devem apresentar autorização;
  • Pesar pelo menos 51 kg;
  • Estar em bom estado de saúde;
  • Levar um documento oficial com foto.

O Hemocentro funciona no Setor Médico Hospitalar Norte, de segunda a sábado, das 7h15 às 18h. O agendamento pode ser feito pelo site Agenda DF ou pelo telefone 160 (opção 2). Informações também estão disponíveis pelo WhatsApp (61) 99136-2495.

Isaias Pereira, de 24 anos, começou a doar sangue aos 18, incentivado por um professor. Após descobrir uma insuficiência cardíaca, ele não pôde mais doar, mas seguiu na causa e hoje atua como multiplicador. “É um gesto de empatia. Quando você vê uma bolsa com cerca de 450 ml de sangue saindo do seu corpo, entende que aquilo pode garantir que outra pessoa continue vivendo”, afirma.

T LB
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
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