Petróleo sobe mais de 3% e atinge maior preço desde maio após ataque a aeroporto na Arábia Saudita

Petróleo sobe mais de 3% e atinge maior preço desde maio após ataque a aeroporto na Arábia Saudita

FOLHAPRESS

O preço do petróleo chegou a subir mais de 3% na manhã desta quinta-feira (22) e renovou o maior valor desde 5 de maio. O temor dos negociadores aumentou com ataques ao aeroporto de Dammam, no leste da Arábia Saudita, que deixou dois mortos e oito feridos, segundo autoridades do país.

O barril Brent, referência mundial, alcançou US$ 112,67 (R$ 566,41), com uma alta de 3,54% por volta das 5h45 (horário de Brasília). Depois disso, a cotação caiu a US$ 112,41 (R$ 565,09), valorização de 3,30%, por volta das 14h20.

No mesmo horário, o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 99,26 (R$ 498,98), alta de 2,17%. Com a alta desta quinta, o Brent atingiu sua maior cotação desde 5 de maio, quando alcançou US$ 114,44.

A preocupação com o fornecimento da commodity aumentou nesta quinta com os novos ataques à Arábia Saudita. A autoridade de aviação civil do país relatou que bombardeios no aeroporto de Dammam deixaram dois mortos e que as operações já foram retomadas.

Nenhum grupo assumiu a autoria das ofensivas. Há dez dias, o aeroporto de Riad também foi atingido por mísseis disparados por houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã, que prometeram atacar alvos da infraestrutura do país.

Um bloqueio marítimo dos houthis no Mar Vermelho ameaça os embarques de petróleo da Arábia Saudita, que é a maior exportadora de petróleo bruto do mundo. O local era uma opção para o estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra e que está bloqueado desde 28 de fevereiro, quando começou o conflito no Oriente Médio.

O agravamento do confronto em território saudita levou a petrolífera Saudi Aramco a orientar seus funcionários a deixarem a sede da empresa, em Dhahran, e a trabalharem remotamente, disseram seis pessoas com conhecimento do assunto à agência de notícias Reuters. A Aramco não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

A medida marcou a primeira vez que a gigante do petróleo pediu aos funcionários que deixassem sua sede desde o início da guerra com o Irã. Os houthis causaram grandes danos à sede da empresa no início deste mês ao atingirem o prédio, com o fogo se espalhando por vários andares.

As instalações abrigam um centro de operações que ajuda a maior companhia petrolífera do mundo a supervisionar plataformas de petróleo terrestres e marítimas, refinarias, terminais de exportação e milhares de quilômetros de oleodutos.


T CSM

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