A Rússia afirmou, nesta quinta-feira (8), que não foi detectada “nenhuma patologia infecciosa” após o monitoramento das pessoas que tiveram contato com a funcionária do Instituto de Combate à Peste da Sibéria, que morreu devido a uma “pneumonia”.
“O acompanhamento médico de todas as pessoas que tiveram contato com a paciente foi encerrado. Não foi detectado nenhum problema de saúde relacionado a uma patologia infecciosa”, anunciou Igor Kobzev, governador da região de Irkutsk, no aplicativo de mensagens Max.
Segundo ele, foram realizados cerca de 5.000 exames laboratoriais e “não foi revelada a presença de nenhum microrganismo patogênico perigoso”.
A Rússia não confirmou que a mulher tenha falecido em decorrência da peste. Em um comunicado, Kobzev afirmou nesta quinta-feira que ela morreu de uma “pneumonia adquirida na comunidade”.
O veículo russo People of Baikal, cujos jornalistas foram forçados ao exílio, divulgou a notícia na sexta-feira passada. Informou que a mulher, de 28 anos, havia falecido em decorrência da peste, a qual teria contraído possivelmente através de um tubo de ensaio quebrado.
Dezenas de pessoas permaneceram em quarentena durante dias.
“Todas as medidas preventivas foram aplicadas na região”, afirmou Kobzev, citando informações do órgão russo de controle sanitário Rospotrebnadzor.
“A situação sanitário-epidemiológica em Irkutsk e Shelekhov é estável”, acrescentou, referindo-se à localidade onde, segundo informações, a mulher morreu.