19/05/2024

“Juntos somos fortes, divididos seremos sempre o país do futuro que nunca chega”, diz Lula

 Lula foi
empossado neste domingo (1º/1) como o 39º presidente da República Federativa do
Brasil


A cerimônia de posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
para seu terceiro mandato presidencial ocorreu na tarde deste domingo (1º/1),
em Brasília, com a Praça dos Três Poderes lotada. Cerca de 40 mil apoiadores
acompanharam o evento presencialmente.

Lula decidiu manter o rito presidencial e desfilou a
bordo do Rolls-Royce na Esplanada dos Ministérios. O roteiro do dia incluiu
juramento no Congresso Nacional e discurso para deputados e senadores. Em
seguida, o petista subiu a rampa do Palácio do Planalto ao lado de
representantes da sociedade civil e recebeu a faixa presidencial do grupo.

O novo presidente ainda discursou para apoiadores no
Parlatório. “Juntos, somos fortes. Divididos, seremos sempre o país do futuro
que nunca chega, e que vive em dívida permanente com o seu povo”, declarou na
ocasião.

Leia a íntegra do discurso feito pelo petista no
Congresso e no parlatório do Planalto.

O agora presidente também empossou seus 37 ministros e
assinou decretos e medidas provisórias, como a que manteve a desoneração de
combustíveis por 60 dias.

Como foi a posse presidencial

Lula saiu do hotel onde está hospedado, o Meliá Brasil
21, por volta de 14h20, em direção da cerimônia.

Às 14h30, Lula subiu no Rolls-Royce. O petista foi
acompanhado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja; do vice-presidente,
Geraldo Alckmin (PSB); e da vice-primeira-dama, Lu Alckmin.

É a primeira vez desde a redemocratização que um
presidente eleito coloca o vice para desfilar no carro principal.

Congresso

Às 14h40, Lula chegou ao Congresso Nacional, onde foi
recebido pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo
Pacheco (PSD-MG). O presidente eleito chorou ao entrar na Casa Legislativa.

A sessão foi aberta às 14h56, com a fala do presidente do
Congresso, Rodrigo Pacheco. Ele prestou homenagem a Pelé.

Em seguida, Lula e Alckmin fizeram o juramento e foram
empossados por Pacheco. O petista assinou o termo de posse às 15h10 com uma
caneta que, segundo ele, ganhou em 1989 de um cidadão no Piauí.

Lula iniciou o seu discurso com uma série de críticas ao
governo de Jair Bolsonaro (PL). “A democracia foi a grande vitoriosa nesta
eleição”. Ele também destacou o compromisso com o combate à fome. “Nenhuma
nação se ergueu ou poderá se erguer sobre a miséria do seu povo”, disse.

“A democracia será defendida pelo povo na medida em que
garantirá a todos e a todas os direitos descritos na Constituição”,
acrescentou, após criticar o fascismo.

O presidente empossado disse também que a roda da
economia vai voltar a girar. “Vamos retomar a política de valorização
permanente do salário mínimo e estejam certo que vamos acabar mais uma vez com
a vergonha fila do INSS, outra injustiça reestabelecida nesses tempos de
destruição.”

“Estamos revogando os criminosos decretos de ampliação de
acesso a armas e munições que tanta insegurança causaram às famílias
brasileiras. O Brasil não quer e não precisa de armas na mão do povo. O Brasil
precisa de segurança, de livro, de educação e de cultura para que a gente possa
ser um país mais justo”, acrescentou.

Lula também criticou a “estupidez chamada teto de gasto”
e disse que irá revogá-lo.

O discurso (leia aqui a íntegra) do presidente no
Congresso durou cerca de 30 minutos. Ele foi aplaudido diversas vezes pelos
presentes.

Por sua vez, Pacheco ressaltou que os interesses do país
estão acima de questões partidárias. “Como todo novo começo, o Brasil ganha
fôlego e se enche de expectativas próprias de quem foi agraciado com uma outra
chance. Uma chance de fazer mais, de fazer melhor”, disse o presidente do
Senado.

Palácio do Planalto

A sessão no Legislativo terminou por volta de 16h05.
Trinta minutos depois, o petista saiu do Congresso e passou tropas em revista.
Foi tocado o Hino Nacional. Ao contrário das cerimônias anteriores, não foi
realizada a salva de tiros, após pedido da primeira-dama, Janja.

Lula seguiu rumo ao Palácio do Planalto. Ele subiu a
rampa às 16h52, acompanhado de Janja e a cachorra Resistência, e do vice
Alckmin, além de representantes da sociedade civil.

Lá em cima, recebeu a faixa de presidente de
representantes da sociedade civil e chorou. A escolha ocorreu após Bolsonaro e
o vice Hamilton Mourão decidirem quebrar tradição e não passar a faixa.

“A ninguém interessa um país em intermitente pé de
guerra. Chega de ódio, fake news, armas e bombas. […] A disputa eleitoral
acabou. Não existem dois Brasis”, afirmou Lula, em seu primeiro discurso à
população após ser empossado.

O presidente se comprometeu a combater “dia e noite” todas
as formas de desigualdade no país.

“É inadmissível que os 5% mais ricos desse país detêm a
mesma fatia de renda que os demais 95% de pessoas; que seis bilionários
brasileiros tenham uma riqueza equivalente ao patrimônio dos 100 milhões mais
pobres do país; que um trabalhador ou uma trabalhadora que ganha um salário
mínimo mensal leve 19 anos para receber o equivalente que um super rico recebe
em um único mês”, afirmou.

“Ainda que nos arranquem todas as flores, uma por uma,
pétala por pétala, nós sabemos que é sempre tempo de replantio, e que a
primavera há de chegar. E a primavera já chegou. Hoje, a alegria toma posse do
Brasil, de braços dados com a esperança”, assinalou também.

“Viva o Brasil”

Sem citar Bolsonaro nem Temer, Lula criticou governos
anteriores.

“Infelizmente, muito do que construímos em 13 anos foi
destruído em menos da metade desse tempo. Primeiro, pelo golpe contra a
presidenta Dilma em 2016. E na sequência, pelos quatro anos de governo de
destruição nacional cujo legado a história jamais perdoará”, disparou, ao
arrancar aplausos da população.

Disse ainda que em seu governo não houve, nem haverá
gastança alguma. Pontuou ser tempo de união e reconstrução do nosso país.
“Juntos somo fortes, divididos seremos sempre o país do futuro que nunca
chega”, disse Lula.

“Na luta pelo bem do Brasil, usaremos as armas que os
nossos adversários mais temem: a verdade, que se sobrepôs à mentira; a
esperança, que venceu o medo; o amor, que derrotou o ódio. Viva o Brasil, viva
o povo brasileiro”, finalizou o discurso (leia aqui a íntegra), às 17h35.

Depois disso, Lula cumprimentou chefes de Estado e deu
posse aos ministros. As cerimônias de transmissão de cargo de cada ministro
serão realizadas ao longo desta semana. O novo presidente da República ainda
assinou uma série de decretos e medidas provisórias.

Após o protocolo, Lula e a equipe ministerial posaram
para a tradicional foto oficial do presidente com os ministros do governo. O
vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), que também é ministro da Indústria e Comércio
Exterior, participou do registro fotográfico.

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