Centenas de milhares de manifestantes devem ir às ruas das cidades francesas e servidores públicos devem entrar em greve nesta quinta-feira (5). A movimentação é vista como um novo teste para o governo após semanas de forte tensão que abalaram o cenário político a cinco meses da eleição presidencial.
A mobilização foi convocada por sindicatos, incluindo a central de esquerda CGT, e conta com o apoio de grupos estudantis. O movimento ocorre após protestos sobre o custo de vida, serviços públicos e educação desencadearem os piores conflitos civis que o país presenciou em anos recentes.
As autoridades tentam reduzir as tensões após tumultos e saques registrados em 17 de outubro, que pegaram as forças de segurança de surpresa e deixaram prédios públicos e estabelecimentos danificados. A porta-voz governamental afirmou que o executivo está extremamente vigilante para evitar novos episódios de violência.
Esquema de segurança e paralisações
Para conter possíveis tumultos, as autoridades francesas mobilizaram cerca de 70 mil policiais em todo o território nacional. O serviço de inteligência interno estimou a participação de 500 mil a 700 mil pessoas nos atos fora de Paris.
No setor educacional, o Ministério da Educação informou que 17,5% dos professores do ensino fundamental público devem aderir à paralisação. Sindicatos também alertaram para interrupções nos serviços ferroviários e no transporte público, além da adesão de trabalhadores do setor de energia, conforme comunicado pela estatal EDF.
Entenda o caso
- Onde e quando: Em várias cidades da França, com protestos e greves previstos para esta quinta-feira (5).
- Principais informações: Mobilização de 70 mil policiais e adesão de servidores públicos, professores e estudantes contra o custo de vida e as condições educacionais.
- Medidas anunciadas: Convocação de gabinete de crise pelo governo e reforço na segurança para evitar novos confrontos após os episódios de outubro.
- Próximos desdobramentos: Acompanhamento da adesão às greves e desdobramentos políticos das manifestações a meses da eleição presidencial.
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