O tempo de prisão do ativista pró-democracia de Hong Kong, Joshua Wong, foi ampliado após um tribunal aplicar, nesta quinta-feira (5), uma pena de 10 anos devido a uma segunda condenação por segurança nacional. Wong tornou-se uma das principais figuras do movimento pró-democracia da cidade quando ainda era adolescente e cumpre pena desde os 23 anos.
Em setembro, o ativista declarou-se culpado de conspirar com outros envolvidos para solicitar sanções estrangeiras contra a China e Hong Kong em 2020. O período coincide com a introdução da Lei de Segurança Nacional (NSL) por Pequim, medida que resultou na repressão à dissidência e no encerramento de grupos civis na região.
Contexto e acusações judiciais
Com a nova sentença, a pena se soma aos 4 anos e 8 meses de reclusão que Wong já cumpre após declaração de culpa em um julgamento por subversão em 2024. A previsão anterior indicava libertação em janeiro.
Os promotores acusaram o ativista de articular lobby junto aos Estados Unidos e a outros países para a aplicação de sanções, utilizando campanhas em redes sociais e reuniões com autoridades estrangeiras. O governo local defendeu a legalidade das ações judiciais, argumentando que a conduta ultrapassou o exercício legítimo da liberdade de expressão.
Entenda o caso
- Onde e quando: A condenação foi aplicada por um tribunal em Hong Kong nesta quinta-feira (5).
- Principais informações: O ativista recebeu uma pena adicional de 10 anos de prisão por conspiração para solicitar sanções internacionais.
- Medidas anunciadas: Aumento do tempo total de reclusão, somando-se à pena que ele já cumpria por subversão.
- Próximos desdobramentos: Acompanhamento da situação jurídica do ativista e dos desdobramentos das leis de segurança nacional na região.
© Tribuna Livre Brasil. Todos os direitos reservados.