Uma residência simples situada em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, foi utilizada sem o conhecimento dos moradores como sede de uma empresa fantasma vinculada a um esquema bilionário de apostas digitais ilegais e lavagem de dinheiro.
No mesmo lote, dezenas de empresas compartilhavam dados de contato enquanto o grupo criminoso movimentava recursos expressivos por meio de transações eletrônicas e criptoativos.
A investigação aponta que a rede criminosa utilizava dezenas de empresas de fachada abertas em curto período entre fevereiro e julho de 2026. Os estabelecimentos registravam endereços concentrados em localidades como Ceilândia e Sobradinho, mas funcionavam em imóveis vazios, comércios tradicionais sem relação com o setor ou em residências de famílias que desconheciam a fraude.
Ação policial e bloqueio de bens
A ofensiva que desarticulou o esquema foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado. A operação mobilizou centenas de agentes para cumprir dezenas de mandados de busca e apreensão em território distrital e em outros cinco estados, além de ordens judiciais de constrição patrimonial.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões dos investigados, além da suspensão de registros de cem empresas associadas ao esquema, quebra de sigilos bancários e fiscais, e a proibição temporária de abertura de novas contas bancárias pelos alvos da investigação.
Entenda o caso
- Onde e quando: Operação deflagrada em novembro de 2026 com atuação no Distrito Federal e em estados como São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio de Janeiro.
- Principais informações: Utilização de endereços residenciais e comerciais à revelia dos proprietários para registrar empresas de fachada voltadas à lavagem de recursos de apostas ilegais.
- Medidas anunciadas: Bloqueio de bens de até R$ 3,483 bilhões, suspensão de cem empresas e cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão.
- Próximos desdobramentos: Análise de mídias, computadores e carteiras de criptoativos apreendidos para mapear a cadeia de comando da organização criminosa.
Informações: Polícia Civil do Distrito Federal.
Informações: Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
© Tribuna Livre Brasil. Todos os direitos reservados.
Participe da conversa no Instagram
Ver publicação e comentar no Instagram