O governo federal afirmou que o modelo de gestão do Fundo Amazônia pode ser replicado por outros países. A declaração foi feita pelo presidente da República durante a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), realizada no Palácio do Planalto.
Segundo a administração federal, os recursos aplicados pelo mecanismo foram integralmente utilizados com transparência e dignidade. A coordenação da iniciativa é realizada pelo BNDES, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, apoiando projetos de monitoramento florestal, combate ao desmatamento e desenvolvimento sustentável.
Retomada e ampliação de investimentos
Criado em 2008 e baseado em doações voluntárias não reembolsáveis, o fundo passou por um período de congelamento por falta de comitês contratuais, tendo sua governança retomada em 2023. Desde então, a média anual de aprovações saltou de cerca de R$ 300 milhões para R$ 1,3 bilhão.
Entre 2023 e maio de 2026, a iniciativa arrecadou R$ 2,6 bilhões em doações provenientes de oito países e da União Europeia, com R$ 4,3 bilhões aprovados em projetos. No total, o mecanismo soma R$ 5,3 bilhões em doações e beneficia centenas de organizações, terras indígenas, unidades de conservação e municípios da Amazônia Legal.
Entenda o caso
- Onde e quando: Declaração divulgada em Brasília nesta quinta-feira (5), durante reunião oficial no Palácio do Planalto.
- Principais informações: O Fundo Amazônia registrou alta na arrecadação e na aprovação de projetos desde a retomada da governança em 2023, alcançando R$ 5,3 bilhões em doações totais.
- Medidas anunciadas: O governo federal convidou outras nações a adotarem o modelo de gestão e confirmou a ampliação de iniciativas sustentáveis, como o programa Restaura Amazônia.
- Próximos desdobramentos: A gestão federal levará o modelo e propostas adicionais, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, para debates na COP31.
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