27/02/2024

Exército, Marinha e Aeronáutica sofrem com perda de status e xingamentos na internet. FAB é atacada no Twitter

 Redes sociais, Forças
Armadas, Comandantes militares na era pós Bolsonaro. O Inferno digital das
Forças Armadas continua – Responsáveis pelas redes sociais de Exército, Marinha
e Aeronáutica têm que lidar com milhares de reclamações
.


por Sociedade Militar

No artigo Exército cancelado, publicado há algumas
semanas falamos sobre os ataques sofridos pelo Exército Brasileiro em suas
redes sociais, principalmente no Twitter. Foi evidenciado ali que a imagem dos
militares está sendo solapada como retorno de chama causado pelo protagonismo
excessivo e indevido descaradamente estimulado pela própria cúpula das Forças –
generais, almirantes e brigadeiros – durante os últimos cinco anos.

A interação virtual veio para ficar, é um caminho sem
volta. Rios de dinheiro correm pelas infovias, e no caso de instituições
estatais, como as Forças Armadas brasileiras, o principal capital que pode
escoar rapidamente é a reputação.

Atualmente a temperatura de qualquer instituição, seja
política, governamental ou privada é aferida pelas redes sociais. Sabe-se que a
extrema direita americana e brasileira chegaram aonde chegaram via redes. A
esquerda brasileira quase perde a última eleição presidencial por subestimar
isso.

É difícil deixar de relacionar a vitória da extrema
direita nacional (tendo os militares como propaganda) na eleição de 2018,
reconhecidamente impulsionada pelas mídias virtuais, com as palavras do general
Rego Barros em 2019, ao assumir o cargo de porta-voz do governo Bolsonaro: 

“mergulhar de cabeça no ‘submundo’ das mídias sociais –
Facebook, Instagram, Twitter, WhatsApp, Portal Responsivo, Eblog etc – e se
tornar o órgão público com maior influência no mundo digital no Brasil exigiu
sangue frio na interlocução sem rosto, típica da internet, suor à frente do
teclado e lágrimas de emoções pela conquista do cimo”.

Assumindo o conceito corrente de “imagem institucional”
como sendo “o conjunto de ações que formam a reputação da empresa”; que sua
competitividade está umbilicalmente ligada ao cuidado com sua identidade
institucional; e classificando a imagem institucional como “positiva” quando a
comunicação bilateral (com seu público) tem eficiência, não é preciso ser analista
de marketing para ver que as Forças Armadas estão patinando num atoleiro
virtual.

Uma amostra do embaraçoso drama digital protagonizado
pelas Forças pode ser vista na postagem abaixo feita pela FAB. A maioria
esmagadora dos comentários vai da crítica gratuita ao desrespeito puro e
simples. Todos relacionados quase que exclusivamente a uma suposta decepção com
as Forças, que são chamadas de “covardes”, “omissas”, “entreguistas” e
recorrentemente acusadas de “melancias”.

As Forças Armadas que emprestaram sua reputação como
enchimento de um projeto de poder, que se revelou essencialmente
antidemocrático, foram o carro chefe do último governo, mantendo uma relação de
comensalismo e ambiguidade com os fanáticos bolsonaristas. De um lado os
adoradores de Bolsonaro se achavam garantidos pelos militares; de outro, a
cúpula militar golpista vangloriava-se de um apoio popular bem aquém da
realidade, mas que era bastante barulhento pela amplificação das redes.

Passados os anos dourados da simbiose político-militar,
em tempo de propostas de revisão de seu papel constitucional, na expectativa de
criação de uma temida Guarda Nacional, e de interferências no processo de
recrutamento obrigatório de suas bases, as Forças, antes ignoradas pelo
universo político, agora são desprezadas (mais ainda) pela esquerda e
virulentamente atacadas pelos radicais da direita.

O ostracismo que pode vir pela frente talvez seja mais
destrutivo e mais fulminante do que foi nos últimos trinta anos.

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