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O Governo do Distrito Federal (GDF) ingressou com uma ação judicial na quinta-feira (29) buscando a liberação imediata de 90 ônibus da concessionária Auto Viação Marechal. Os veículos, que compõem cerca de 17% da frota da empresa, foram retirados de circulação na quarta-feira (28) por determinação da Justiça do Paraná, em decorrência de uma disputa financeira entre a operadora e a Volvo Financial Services.
A apreensão impacta a operação da Bacia 44, que atende regiões como Guará, Ceilândia, P-Sul e Taguatinga. Para mitigar os transtornos aos passageiros, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) informou ter mobilizado 33 ônibus da frota reserva e remanejado outros 20 veículos de três concessionárias — Piracicabana, Urbi e BSBbus — para reforçar o atendimento nas áreas afetadas.
Segundo a Semob, o monitoramento realizado nos terminais não apontou acúmulo de passageiros nos dois dias de operação reduzida. Além da medida judicial, o governo aplicou uma autuação fiscal contra a concessionária. A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) argumenta no processo que o transporte público é um serviço essencial e solicita a devolução dos coletivos para garantir a continuidade do atendimento à população.
Em paralelo, a Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), presidida pelo deputado Max Maciel, enviou ofícios à Semob cobrando esclarecimentos. O colegiado estabeleceu o prazo de dez dias úteis para que o governo detalhe os impactos da retirada, a suficiência do reforço operacional e se havia conhecimento prévio sobre a instabilidade financeira da empresa. A comissão também questiona a possibilidade de intervenção estatal na concessionária, medida prevista em lei para assegurar a qualidade e a continuidade do serviço público.
A Auto Viação Marechal, por sua vez, afirmou ter sido surpreendida pela decisão judicial e declarou que mantém negociações com a fabricante para solucionar as pendências financeiras e retomar a operação plena da frota.
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