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A pesquisa analisou 654 exames realizados entre 2023 e 2025 na Policlínica II de Ceilândia, utilizando o teste IGRA, que identifica a infecção latente por tuberculose por meio de coleta de sangue.
Um estudo realizado por estudantes de medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) identificou lacunas no acompanhamento de pacientes com HIV que realizam o rastreamento para infecção latente por tuberculose no Distrito Federal. O trabalho, premiado no 32º Congresso de Iniciação Científica da Universidade de Brasília (UnB), alerta para a falta de continuidade no tratamento preventivo.
Os resultados mostraram que 9% dos pacientes testaram positivo. Entre aqueles com indicação para terapia preventiva, quase 30% não possuíam registro de início do tratamento.
O cenário é considerado preocupante devido à taxa de coinfecção entre tuberculose e HIV no Distrito Federal, que supera 11%, acima da média nacional de 9%. Como pessoas vivendo com HIV possuem maior risco de desenvolver a forma ativa da doença, a eficácia do rastreamento e a adesão ao tratamento são fundamentais para a assistência.
Além da falha no acompanhamento, o estudo apontou dificuldades na integração entre sistemas laboratoriais e prontuários eletrônicos, o que pode comprometer a comunicação entre o diagnóstico e o cuidado clínico. Os pesquisadores destacaram que o uso do IGRA facilita o processo, pois exige apenas uma coleta de sangue, diferentemente do teste PPD, que demanda o retorno do paciente ao serviço de saúde.
Orientado pelo médico infectologista Lino Neves da Silveira, o trabalho busca utilizar dados da própria rede pública para aprimorar o atendimento. Embora os resultados sejam específicos da unidade de atenção secundária da Regional Oeste de Saúde, os autores ressaltam que as informações podem subsidiar melhorias na gestão local do sistema de saúde.
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