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A apuração aponta que o esquema contava com a participação de agentes públicos, funcionários de hospitais e empresários, visando favorecer concessionárias específicas na oferta de serviços.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação para investigar um grupo suspeito de obter e comercializar dados sigilosos de pessoas falecidas para empresas do setor funerário.
Entre os alvos da investigação está a concessionária Velar SP, responsável pela administração de seis cemitérios municipais na capital paulista. A polícia apura se recursos obtidos ilegalmente foram utilizados para a aquisição de bens de luxo, incluindo dois veículos Porsche, uma BMW e uma lancha. Documentos indicam que um diretor da empresa e um policial civil seriam sócios em uma firma de gestão patrimonial.
O esquema funcionava a partir do acesso privilegiado a registros do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) e do Instituto Médico Legal (IML). Com as informações, uma empresa de telemarketing ligada ao grupo entrava em contato com familiares das vítimas para oferecer serviços funerários, como traslados e caixões, com valores que chegariam a R$ 30 mil. A estratégia permitia que a concessionária abordasse os parentes em momentos de fragilidade, superando a concorrência.
A operação, realizada em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão em delegacias, escritórios e no órgão municipal SP Regula. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos telefônico e telemático dos investigados. A prefeitura informou que a investigação teve origem a partir de um pedido do próprio Executivo municipal para apurar irregularidades.
Em nota, a Velar SP afirmou que não teve acesso aos autos do processo, mas que permanece à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos e reitera seu compromisso com a lisura de sua atuação. Os demais investigados não foram localizados para comentar as acusações.
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