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A afirmação foi feita pelo embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, em entrevista, na qual ressaltou que a ilha se mantém preparada para enfrentar uma eventual agressão.
O governo de Cuba considera real a possibilidade de uma invasão militar por parte dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump.
Segundo o diplomata, o povo cubano não pode ignorar as pretensões manifestadas pela administração estadunidense. Palomo reforçou que a soberania do país é defendida pela maioria da população, que possui tradição de resistência e preparação para conflitos. O embaixador classificou como ridículas as acusações da Casa Branca, que em janeiro classificou Cuba como uma ameaça extraordinária à segurança nacional dos EUA.
Desde o retorno de Donald Trump ao poder em 2025, a pressão sobre Havana tem se intensificado. O governo dos EUA impôs uma série de sanções econômicas, incluindo restrições ao setor energético que dificultaram o abastecimento de combustível na ilha. O cenário de asfixia econômica também impacta o turismo, com a redução de voos internacionais e a saída de empresas estrangeiras do país.
O embaixador destacou que uma intervenção militar seria desproporcional e traria consequências imprevisíveis para toda a região, dada a proximidade geográfica entre os dois países. O representante de Havana reiterou que, apesar dos desafios internos, o povo cubano possui o direito de resolver seus próprios problemas sem interferências externas ou agressões militares.
Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA ampliou as sanções contra empresas de tecnologia com vínculos na ilha. Além disso, a Justiça estadunidense emitiu, em outubro, uma ordem de prisão contra o ex-presidente cubano Raúl Castro. O governo de Cuba tem buscado apoio internacional para condenar o bloqueio econômico, obtendo resoluções favoráveis na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).
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