BRASIL
O levantamento indica que a proximidade e a experiência cotidiana com esses profissionais são os principais fatores que sustentam a credibilidade atribuída a essas categorias.
Professores, cientistas e médicos ocupam o topo do ranking de confiança da população brasileira, segundo a edição mais recente do Monitor Global de Confiança nas Profissões, realizado pela Ipsos.
Entenda o caso
- Profissões líderes: Professores, cientistas e médicos são os mais bem avaliados pelos brasileiros.
- Categorias com menor confiança: Políticos, influenciadores digitais e ministros de governo aparecem como os profissionais menos confiáveis.
- Fator de proximidade: A pesquisa aponta que o nível de confiança está diretamente ligado ao grau de contato e à experiência que o público possui com a categoria.
- Diferenças demográficas: A avaliação varia conforme o gênero e a geração dos entrevistados, com maior confiança feminina em professores e cientistas.
O estudo ouviu 23 mil pessoas em 31 países, sendo mil delas no Brasil. A tendência de valorizar profissionais da educação, saúde e ciência também foi observada na média global, assim como o alto índice de desconfiança em relação a figuras políticas e influenciadores de redes sociais.
De acordo com a análise da Ipsos, a visibilidade de cientistas durante a pandemia de Covid-19, com a disseminação de informações sobre vacinas e o vírus, consolidou a posição dessa categoria entre as mais respeitadas. Em 2021, cientistas e professores dividiam a liderança com 68% de confiança.
A pesquisa também detalhou disparidades na percepção entre gêneros. Entre as mulheres, 60% declararam confiar em professores, enquanto entre os homens o índice foi de 51%. A tendência se inverte nas categorias com menor credibilidade: os homens apresentaram índices de desconfiança superiores aos das mulheres em relação a políticos, ministros e influenciadores digitais.
A confiança também oscila entre as gerações. Enquanto os médicos são mais bem avaliados pelos baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964), os professores possuem maior aceitação entre a geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) e os baby boomers. Já os cientistas obtiveram maior índice de confiança entre os millennials (nascidos entre 1981 e 1996).
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